quarta-feira, 25 de março de 2015

5 Anos! Uma mão cheia de experências partilhadas :)


O tempo é uma constante, é passado, presente e futuro. O tempo passa por nós, ora depressa, ora devagar, ao ritmo que a vida nos marca o passo.
Há cinco anos atrás dei vida ao Bago de Romã, um espaço sem qualquer obrigação, despretensioso e com único propósito partilhar. Partilhar as minhas receitas, dicas e sugestões ao ritmo que a minha vida permite, sendo o único compromisso a autenticidade com que o faço.
Ao completar uma mão cheia, olho para trás e fico orgulhosa pelo trabalho feito, pelas pessoas que conheci, por todos os que inspirei e de alguma forma ajudei e espero continuar a ajudar.
Irei continuar ao ritmo que a disponibilidade mental permitir, sem compromissos, mas com a mesma paixão que sempre me guiou.
O Bago de Romã festeja uma mão cheia de anos.
Uma mão cheia de imagens, de receitas novas testadas, de dicas, momentos vividos e muitas memórias que aqui ficam registadas.
Uma mão cheia de visitas, de seguidores, de países dos cinco continentes.
Uma mão cheia de alegrias, sorrisos e muitos sonhos.
Uma mão cheia de agradecimentos a todos que me têm acompanhado desde o primeiro momento, bem como a todos os que vão chegando, em cada dia.
O Bago de Romã hoje está de parabéns, festeja cinco anos!!!!

Bem hajam!


sexta-feira, 13 de março de 2015

Peixe Espada no Forno com Alhos e Coentros


Adoro peixe, sendo uma das proteínas assíduas na minha dieta, em detrimento da carne. 
Gosto de peixe cozido, grelhado, estufado e especialmente assado no forno, recorrendo habitualmente ao pargo, pargo mulato, salmão ou aos tão versáteis medalhões de pescada.
O trabalho está cada vez mais exigente e o tempo na cozinha é cada vez menos, sentindo necessidade de receitas rápidas e simultaneamente saudáveis, para os dias da semana.
Para variar, fiz pela primeira vez peixe-espada no forno, e apenas com sal, alho, coentros e azeite, conforme receita de uma amiga que assim faz e que me recomendou experimentar.Ela sabia que eu ia gostar e de facto ficou aprovado. O peixe fica suculento e aromático, pena que as fotos não façam justiça ao prato...
Recomendo e deixo uma sugestão para confeccionar um peixe que logo imaginamos frito ou grelhado. Fácil e saudável, óptima receita para quem não pode comer sal, pois os coentros dão um sabor agradável ao peixe, reduzindo a quantidade de sal no tempero utilizado. 



Ingredientes:
6 postas de peixe-espada
1 chávena de chá de coentros picados
4 dentes de alho
azeite q.b.
sal q.b
vinho branco q.b.

Pré-aquecer o forno a 200º C
Dispôr as postas de peixe num tabuleiro para forno. Temperar com sal, os alhos picados e os coentros.
Deitar o azeite e um pouco de vinho branco. Não tenho medida certa, faço sempre a olho, mas posso dizer que rego de azeite até cobrir o fundo.
Levar ao forno cerca de 20 a 25 minutos a 200ºC.
Acompanhar a gosto.


Bom Apetite!


domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher - 8 Março

Não podia deixar de passar por este dia, tão importante, para nós mulheres.
Sim, importante, porque é uma data que marca a luta contínua por direitos que nem sempre tivemos e que foram conseguidos porque algumas mulheres morreram a lutar por eles.
Infelizmente, há muito a fazer, nada está concluído, e se nada fizermos tudo poderá regredir, como o caso da violência doméstica que está a tornar-se notícia tão banal como um acidente de viação. Há mulheres a correrem perigo de vida.
É triste pensar que passados 15 anos do segundo milénio, estamos a regredir em termos de respeito pela dignidade humana, onde o amor está a dar lugar ao medo. Assusta-me pensar que com tanta informação, há jovens que sofrem e não se conseguem libertar da monstruosidade que é a violência, a prisão, o ciúme doentio, que implica agressão física e moral.
Por isso, e para lembrar que a violência doméstica existe, que é um flagelo social em crescimento, partilho um hino que deverá soar aos sete ventos, para que as mulheres de todas as idades, saibam dizer BASTA. Quem ama cuida, respeita. Quem ama não agride!




Feliz Dia da Mulher!

domingo, 1 de março de 2015

Puré de Duas Batatas


Quando assistimos a um filme, a uma peça de teatro ou a um concerto, onde nos focamos? De quem falamos, ou nos lembramos quando se fala do filme, da peça de teatro ou do concerto de música?
Uma boa pergunta....
Obviamente que o foco são os actores e actrizes principais, os cantores ou vocalistas das bandas. Quando se fala de U2, o nome que vem logo à cabeça é Bono Vox, alguém sabe o nome dos restantes elementos da banda? Como no cinema, sabemos sempre o nome do actor principal do filme, mas provavelmente dos secundários, nem nos ocorre saber. Assim se passa na culinária, o prato principal é sempre a estrela, e os acompanhamentos que podem ser diversificados, são muitas vezes esquecidos. Por mim falo, que tento sempre variar os acompanhamentos e quase nunca publico no blogue as receitas que faço. Para fugir à rotina e iniciar o mês de Março, partilho uma receita simples, um acompanhamento que todos conhecem e dispensa apresentações: Puré de Batata.
Mas este não é um normal puré de batata, mas sim de duas batatas; a roxa ( a recomendada para fazer puré) e a batata-doce. Ficou delicioso, quer para acompanhamento, quer para elaborar um prato principal, como já testei, num empadão. Uma receita que entrou na lista das que serão repetidas aqui por casa.


A receita foi retirada da Revista Bimby - Momentos de Partilha, do mês de Fevereiro, portanto, será no Modo Bimby.

Ingredientes:
500g ( batata roxa, ou de casca vermelha p/ fritar) cortada em pedaços pequenos
500g de batata-doce cortada em pedaços pequenos
350g. de leite
50g de manteiga
1 pitada de noz-moscada
sal e pimenta q.b.

Inserir a "borboleta". Colocar no copo a batata, a batata-doce, o leite e o sal e cozer 35 Min/90º/Vel.1

Adicionar a manteiga, a pimenta, o sal e a noz-moscada e bater 30Seg/Vel.3.

Retirar e servir assim, ou levar ao forno num recipiente adequado, pincelado com gema de ovo, a 200º até dourar.

P.S: Se utilizar como empadão, pincelar com gema de ovo e levar ao forno a 200º, cerca de 15 minutos, ou até dourar.




 Bom Apetite!


Fonte: Revista Bimby - Momentos de Partilha, nº 51, Fevereiro 2015.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Costeletas de Perú no Forno à Moda da Romã


Costeletas de perú? Acho que deve ser a primeira pergunta que fizeram ao ler o título desta publicação, pois o perú não tem costelas!

Ora bem, passo então a explicar a quem desconhece, que as costeletas de perú são feitas através do corte da perna, em fatias, e que dado a sua forma redonda e com osso se assemelham às costeletas normais que vemos à venda.
São um corte que aparece com frequência nos hipermercados, embora nos talhos de comércio local, estas costeletas sejam feitas a pedido.
Aproveito esta receita para partilhar uma história, triste mas que terei que partilhar aqui, pois há muito que ando para contar... o Sr. Paulo, o talhante que me abastecia a carne que consumo em minha casa, faleceu subitamente, em Julho do ano passado. Era um homem na casa dos 40, sempre bem disposto, honesto e com ele aprendi algumas dicas sobre as peças de carne adequadas a cada confecção culinária. Deste 1998 até Julho de 2014 foi o meu talho de confiança. Sabia quais os bifes que o J. mais gostava, preparava-me os frangos, de forma a ter peitos, pernas e coxas e o restante para guisar, cortava o fígado em iscas bem fininhas ao meu gosto, e apesar de inúmeros conselhos que aprendi, não vou esquecer nunca, qual a última peça de carne que me preparou, pois foram exactamente as costeletas de perú. Nesse dia quente de Julho,  tinha eu já terminado as minhas compras e pago inclusive, quando olho para a montra e vejo uma perna de perú; ao qual lhe perguntei porque é que via sempre costeletas de perú nos hipermercados, mas nunca as tinha visto à venda, no talho; ele, prontamente respondeu que as fazia na hora, bastava pedir. Não hesitei e pedi para ele  cortar a perna de perú em costeletas. Nesse dia, despedi-me com um resto de bom fim-de-semana, e que iria na próximo sábado abastecer-me antes de ele fechar para férias, pois em Agosto estaria encerrado. Mal sabia eu, que era a última vez que o via, que me atendia, e que por sinal fez algo que me nunca irei esquecer, sempre que comprar ou fizer costeletas de perú, lembrar-me-ei do Sr. Paulo, do seu sorriso simpático para todos os clientes, pelo atendimento especial às clientes mais idosas, que ele carinhosamente chamava avozinhas. Aos sábados, fosse a que horas fosse estava sempre a casa cheia, as caras que via eram conhecidas, por isso não me admirei do choque que foi quando se soube da notícia.
Estavamos no último fim-de-semana de Julho, passei à porta do talho e estranhei estar fechado, pois as férias seriam na semana seguinte, mas pensei de imediato que algum imprevisto poderia ter acontecido. De facto, aconteceu. Ao chegar ao mercado da fruta, perguntei se sabiam porque é que o talho estava fechado, ao qual me responderam que o Sr. Paulo tinha falecido na 2ª feira, de ataque cardíaco. As pessoas estavam consternadas pelo sucedido e até eu e o J. ficámos sem pinga de sangue. Regressámos a casa incrédulos e com uma tristeza enorme, pois há as pessoas que apesar de não serem família, são parte do nosso caminho, e de facto, ele fez parte do nosso durante 15 anos, aconselhando-nos e servindo-nos a toda a carne de qualidade que consumimos, excusado será dizer que as receitas de carne que fiz e partilhei no blogue eram compradas no seu talho.
Após, este acontecimento fatídico, encontrei um novo talho na localidade onde moro, também de excelente qualidade e confiança, e como tal, independentemente do preço, sou adepta do talho tradicional. Quando procuro, pretendo acima de tudo qualidade e confiança em quem me serve, algo que desconfio nas grandes superfícies. Como a vida é feita de mudanças inesperadas e esta foi uma delas, deixo aqui a minha singela homenagem a quem me ensinou sobre um produto nobre, a carne.

Ingredientes:
1 perna de perú cortada em costeletas (6 a 8)
4 dentes de alho
azeite
1 c. chá  de pimentão-doce ou colorau
sal e pimenta
1laranja
1/2 limão
1 dl vinho branco
gengibre
1 c. chá de mel
1 c. chá de mostarda

Preparação:
Temperar as costeletas de perú com sal, pimenta, os alhos esborrachados, a colher de chá de pimentão doce, um fio de azeite, sumo de 1/2 limão, as ervas de provence e  colocar por cima a laranja em rodelas. Deixar marinar cerca de 1 a 2 horas, para a carne ficar mais macia e saborosa.


No tabuleiro de levar ao forno, deitar azeite a cobrir o fundo.
Dispor as costeletas previamente marinadas.
Ao molho da marinada, juntar uma colher de chá de mel, de mostarda, de gengibre fresco ralado, um pouco de vinho branco e mexer até ficar bem dissolvido. Se necessário juntar um pouco de água.
Verter sobre as costeletas, polvilhar com mais um pouco de ervas de provence.


Levar ao forno, a 170º, cerca de 1 hora. Após esse tempo aumentar a temperatura para 200º e deixar cozinhar mais 30 minutos.
Servir a gosto. Eu acompanhei com Puré de Batata e Batata-Doce e legumes ao vapor.


Hoje ao fazer a receita das costeletas, não poderia deixar de lembrar o Sr. Paulo, fazer uma receita em sua memória. "Sr. Paulo, onde quer que esteja, estas costeletas são para si!"


domingo, 8 de fevereiro de 2015

"Reciclar é Poupar" - Bolo de Claras e Arandos



Quando sobram claras, penso logo em lhes dar um fim digno, ou fazer um empadão fofinho de aproveitamentos ou fazer um doce, preferencialmente um bolo seco que sabe sempre bem ter em casa. Haja imaginação e há sempre uma solução bem sucedida.


De facto, foi uma grande reciclagem: às claras juntaram-se o resto de uma embalagem de iogurte grego e de uns arandos que apelavam para serem usados, pois o frasco estava quase no fim, a pedir  uma nova remessa. Fico feliz quando reuno poucos ingredientes que sozinhos pouco ou nada fariam, mas que brilham juntos, resultando num delicioso e bonito bolo.

Com os ingredientes na mesa, a receita foi-se compondo e, com a ajuda da Bimby, não poderia melhor ajudante nesta tarefa, o bolo foi ganhando forma.

Fica a minha "invenção", para quem se quiser aventurar a experimentar, quem sabe quando as claras sobrarem e não souberem o que lhes fazer.

Ingredientes:
6 claras (200g de claras)
1 ovo inteiro
180g de açúcar
1 pitada de sal
100g de óleo vegetal
100g de iogurte natural (grego)
100g de farinha de trigo com fermento (Gosto de usar a Branca de Neve)
100g de amido de milho (Farinha Maizena)
1 colher (chá) de fermento em pó ( uso sempre da Royal)
100g de arandos secos ou desidratados
raspa de limão e laranja

Preparação:

1. Pré-aquecer o forno a 200º
2. Untar uma forma de buraco, polvilhar com farinha ou pão ralado e reservar.
3. Numa taça, juntar as farinhas, o fermento e os arandos e envolver bem, de forma a os arandos, ficarem completamente "enfarinhados". Aromatizar com a raspa de limão e laranja ( a gosto).
4. No copo da Bimby, com a "borboleta" colocada, deitar as claras, a pitada de sal, o ovo e o açúcar. Bater 7 Min/37º/Vel.4.
5. Retirar a borboleta e juntar o óleo e o iogurte. Bater 10 Seg./ Vel.4
6. Adicionar a mistura da farinha com os arandos. Bater 7 Seg./ Vel.3
7. Deitar de imediato na forma, previamente untada e levar ao forno, a 200º, cerca de 25 a 30 minutos. Fazer sempre o teste do palito, pois está pronto, quando ao espetar o  palito no meio do bolo, ele sai seco.

Nota final: Apesar de ter utilizado o truque de envolver os arandos na farinha, após a cozedura acabaram por ficar todos concentrados na base do bolo, conforme se pode ver pelas fotos. Fora esse pormenor, o bolo ficou delicioso e os arandos deram um toque extra, quer em textura quer em sabor, a um simples bolo, o que me deixou agradavelmente surpreendida.




Bom Apetite!

Nota:Uma ressalva importante que quero deixar bem claro, quando menciono as marcas dos produtos que utilizo, são porque as utilizo sempre e não por qualquer acção publicitária. Eu menciono as marcas porque gosto, pelos resultados obtidos e não porque me pagam para isso ( em dinheiro ou géneros ;)
A diferença das receitas resulta exactamente pela qualidade dos ingredientes e sei que muitas vezes, por exemplo a própria farinha faz a diferença. Após vários bolos feitos, constatei que não há melhor farinha ( para mim, claro) que a Branca de Neve. Na minha despensa, não falta a tradicional Farinha Maizena e o Fermento Royal. Independemente do preço, são as sempre minhas escolhas para os meus bolos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lulas Guisadas com Batatas e Ervilhas


Estamos no final de Janeiro, em pleno Inverno. Inverno frio e chuvoso que pede comida quente, daquela que chega à mesa a fumegar, comida que aconchega e conforta como estas simples lulas guisadas com batatas e ervilhas.

Desta vez  aliei a Bimby ao tradicional: guisei primeiro as lulas na Bimby, dada a quantidade de lulas que encheu o copo, optando por terminá-las no tacho, onde as levei a cozer com as ervilhas e as batatas. 
Fica aqui também uma sugestão para utilizar a Bimby quando precisamos de cozinhar grandes quantidades, pois o mais difícil é feito; tal como picar e guisar as lulas, deixando-as assim bem tenrinhas e deliciosas. 



Ingredientes:
1,5 kg de lulas limpas e cortadas em pedaços
150g de cebolas (2 cebolas médias)
2 dentes de alho
50g de azeite (3 colheres de sopa)
250g de tomate em pedaços ( ou 1 lata de tomate pelado)
50g de vinho branco
1 folha de louro
sal e pimenta q.b ( opto sempre por usar 5 Bagas da Margão)
1 colher (chá) de pimentão doce ou colorau
Batatas
Ervilhas ( usei congeladas)

Preparação:
Colocar no copo o azeite, a cebola, os alhos e picar 5 Seg/Vel.5.
Refogar 5 Min/Varoma/Vel.1.
Juntar o tomate e triturar 20 Seg/Vel.7. Com a ajuda da espátula baixar os resíduos das paredes do copo e programar 5 Min/100º/Vel.1
Adicionar as lulas, o vinho, o louro, o sal, a pimenta, o pimentão doce e programe 25 Min/100º/ Vel. Colher Inversa
Verificar se as lulas estão cozidas, se for necessário programar mais alguns minutos à mesma temperatura e na mesma velocidade. ( No meu caso marque mais 8 Min/100º/Vel. Colher Inversa).
No final do tempo, deitar as lulas guisadas num tacho e levar ao lume. Assim que levantar fervura, deitar as batatas previamente descascadas e cortadas em cubos e as ervilhas. Rectificar os temperos
Deixar cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos.Está pronto quando as batatas estiverem cozidas.



Bom Apetite!

domingo, 25 de janeiro de 2015

"Cozinha Tradicional Portuguesa" - Caldo Verde


Uma sopa bem tradicional que  faz as minhas delícias nos dias frios de Inverno.


Ingredientes:
5 batatas (mais ou menos 500g)
1 cebola
4 dentes de alho
250g de caldo verde (couve portuguesa ou galega cortada em juliana)
1,5 l de água
azeite
sal q.b.
Chouriço de carne às rodelas

Preparação:
Numa panela com água fria, levar a cozer as batatas, a cebola e os alhos cortados.
Assim que as batatas estiverem cozidas, reduzir a puré com a varinha mágica.
Juntar a couve cortada, o sal, o azeite e umas rodelas de choriço e levar ao lume, para cozer a couve, durante 15 minutos.
No final se o creme estiver espesso, acrescentar mais água a gosto.
Servir com um fio de azeite e uma rodela de chouriço (pessoalmente eu dispenso, mas é assim que deve ser servido).



Bom Apetite!

sábado, 17 de janeiro de 2015

"Nem Carne, nem Peixe" - Bolo Salgado de Queijo de Cabra, Tâmaras e Amêndoas


Após um mês de Dezembro, rico em sabores, iguarias e bem docinho, onde não há tempo para pensar em regimes saudáveis, por mim falo, é claro, dado que não dispenso o que há de bom à mesa, entro em Janeiro, com um plano mais saudável em mente. Há que equilibrar os excessos e à minha mesa, regressam as refeições mais frugais. 
As sopas voltam em força, fazendo parte da ementa diária junto com o peixe, mais legumes e frutas. Imperam a confecção de alimentos ao vapor, no forno e voltam os dias de não comer carne, nem peixe... A pensar numa solução diferente para um desses dias, adaptei uma receita da Isabel Zibaia Rafael, do seu último livro "Delicioso Piquenique", fazendo o seu Bolo Salgado de Queijo Feta, Azeitonas e Tomate seco, mas com um toque diferente. Substituí o feta pelo queijo de cabra, tâmaras em vez de azeitonas e adicionei as amêndoas, para lhe dar mais textura.


Esta é daquelas receitas que faço inúmeras vezes, quer para levar para casa de amigos, como entrada, quer para servir ao jantar, como complemento do prato de sopa, ou para levar para o almoço acompanhado de uma salada. Uma das que gosto muito de fazer, pois como rende bastante aproveito sempre para congelar umas fatias, como prevenção para aqueles dias que não me apetece cozinhar, ou chego a casa tarde e num instante, tenho a refeição solucionada com um prato de sopa ou uma salada.


Já fiz a receita original, mas a combinação doce das tâmaras e amêndoas com o salgado do queijo de cabra e do tomate seco, resultaram na perfeição. Deixo-vos aqui a minha sugestão:

Ingredientes:
200g de farinha de trigo
50g de farinha integral
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de azeite
4 ovos
125g de iogurte grego natural
1 dente de alho
2 queijos de cabra pequenos (ou 150g de queijo feta)
80g de tâmaras, cortadas às rodelas
50g de tomate seco em azeite
80g de amêndoas (usei já lascada e torrada previamente na frigideira)
2 colheres (chá) de oregãos secos
Sal e pimenta-preta q.b ( uso sempre a mistura 5 Bagas da Margão em vez de pimenta-preta)

Preparação:
Numa taça. adicionar as farinhas, o  fermento, o azeite, os ovos, o iogurte grego e o dente de alho espremido. Temperar a gosto, com sal e pimenta-preta. Mexer.

Adicionar o queijo cortado em pequenos cubos, as tâmaras às rodelas, as amêndoas laminadas ( deixando algumas para polvilhar no fim), uma colher e meia de chá de oregãos e o tomate seco picado. Mexer.

Colocar a mistura numa forma rectangular, untada previamente com manteiga. Polvilhar a massa com os restantes oregãos e as lascas de amêndoa.

Levar ao forno a 190ºC, durante 25 minutos.



Bom Apetite!


Inspiração: Livro " Delicioso Piquenique" de Isabel Zibaia Rafael - Marcador Editora

domingo, 4 de janeiro de 2015

E porque é Domingo de Reis...em vez de Bolo Rei, saem pequenos reizinhos!


O Natal já lá vai, o novo ano começou e pelo dia 6 de Janeiro festeja-se o Dia de Reis, celebração católica que relembra a visita do três Reis Magos ao Menino Jesus. 
Baltazar, Gaspar e Belchior vieram de longe, guiados por uma Estrela, com presentes para o Deus Menino: Ouro, Incenso e Mirra. Chegaram, adoraram e partiram com a Boa Nova, que Deus tinha nascido no meio dos homens, numa simples estábulo, relembrando-nos a importância da simplicidade e da humildade na nossa vida.


Este é o dia que assinala o fim da quadra natalícia, as decorações que ornamentaram a casa guardam-se até ao próximo Natal e à mesa a família reune-se, mais uma vez, onde não pode faltar a romã, o tradicional Bolo Rei ( tradição em Portugal e Espanha), entre outras iguarias tipícas da quadra.


Para o meu dia de Reis deste ano, e como é minha tradição, as sobras do Bolo Rei do Ano Novo são sempre aproveitadas, e em vez dos tradicionais queques, optei por dar uma nova roupagem ao tradicional bolo. Adaptei a receita das pirâmides e com os fios de ovos que sobraram do Bolo de Natal e umas cerejas cristalizadas, criei os pequenos reizinhos que adornaram o meu presépio. 
Digam lá se não foi uma boa alternativa e até quem não é fã do típico bolo, se delicia com estes bolinhos cobertos de chocolate?


Em fim de festa, nada melhor que a encerrar com uma guloseima, pois a partir de agora, segue-se um mês de Janeiro onde impera a rotina, e a rotina é comida saudável!


Ingredientes:
220g de Bolo Rei ( sobras)
180g de bolachas de aveia
60g de amêndoa laminada
40g de açúcar amarelo
3 colheres sopa de cacau
3 colheres chá de erva-doce moída
2 colheres chá de canela
50g de água ( mais ou menos 3 colheres de sopa). A quantidade de água é apenas para tornar a massa moldável, logo é melhor deitar e testar até ficar boa, nem muito seca, nem muito molhada.

Cobertura:
50g chocolate de leite
100g choocolate negro
Umas gotas de óleo vegetal

Preparação:
( Utilizei a Bimby/ Thermomix, pois assim peso, trituro e envolvo, sem grandes preocupações. De outra forma, utilizar sempre um qualquer processador de alimentos para triturar e formar a massa.

No copo da Bimby/Thermomix ( pode-se utilizar qualquer outro processador de alimentos) deitar os queques, as bolachas de aveia e a amêndoa laminada e dar uns toques de turbo.
Adicionar os restantes ingredientes e envolver uns segundos, eu marquei 15 Seg/ Vel. 5.
Deitar num recipiente e levar ao frigorífico cerca de 1 hora ( eu deixei de um dia para o outro). e moldar em forma de pirâmides. Dispô-las numa folha de papel vegetal, para depois de cobertas serem mais fáceis de descolar.
Na hora de fazer a cobertura, levei 50g de chocolate de leite, mais 100g de chocolate negro, com umas gotas de óleo vegetal, a derreter em banho-maria. (CUidado para não deixar que a água toque no fundo do recipiente onde derrete o chocolate, para não criar grumos).
Quando derretido, verter sobre as pirâmides moldadas deixar secar e decorar a gosto.




Bom Dia de Reis!