Mostrar mensagens com a etiqueta Tradicional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tradicional. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de março de 2019

"Assado de Domingo" - Piano no Forno com Cerveja


Os fins-de-semana são sinónimo de tempo com tempo para cozinhar e desfrutar de um belo assado. O domingo é o dia, ou não fosse o nome que dei a esta rubrica com receitas daquelas que sabem e saem sempre bem. Sem pressas, o forno vai preparando o manjar, e é de aproveitar enquanto a primavera não chega.
Este piano fez as nossas delícias num destes domingos e para quem gosta, porque não experimentar?


Ingredientes:
2 pianos pequenos ( piano ou teclado é o nome dado ao osso que sobra após se retirar ou desossar o lombo de porco).
750g de batatinhas para assar
2 dentes de alho
1 cerveja (33cl)
50 ml
3 c. sopa de massa de pimentão
1 folha de louro
sal e pimenta

Preparação:
1. Descasque os dentes de alho, pique-os e deite-os numa tigela misturando com a cerveja, a massa de pimentão, o azeite, a folha de louro, sal  e pimenta.
2. Coloque a carne num tabuleiro de forno, barre com o preparado anterior e deixe marinar cerca de uma hora antes de levar ao forno.
3. Entretanto, descasque as batatinhas e pré-aqueça o forno a 170ªC.
4. Disponha as batatinhas no tabuleiro, em volta da carne e leve ao forno cerca de uma hora e meia a 170ºC e mais uma hora a 180ºC,  (Aprendi que os assados requerem tempo, e assados com temperatura mais baixa a carne  fica de facto mais suculenta. O meu forno é a gás e não tem ventilador, logo este foi o tempo suficiente para que a carne ficasse tenra a soltar bem do osso)


sábado, 9 de junho de 2018

Migas de Feijão Frade, Couve e Broa à moda de Leiria


Em tempos que abundam receitas "low carb", descobri recentemente um acompanhamento saudável, bem português, que é tradicionalmente feito em Leiria. Bem conhecidas da Gastronomia Tradicional Portuguesa como as migas típicas da Beira Litoral ,conforme investiguei no livro da Cozinha Tradicional Portuguesa, encontrando aí uma receita similar da Maria de Lourdes Modesto, mas com grelos ao invés da couve migada.
Foi num destes dias e graças a uma jovem colega que comigo partilhou a receita da sua avó, que lá me aventurei a fazê-las de acordo com as dicas infalíveis que resultaram tal como eu esperava. Simplesmente deliciosas.
Claro que as que a avó da V. faz são melhores, pois as couves da sua horta, acabadas de colher  e migar têm outro encanto, mas como quem "não tem cão, caça com gato", a couve migada para caldo verde à venda em qualquer supermercado não deixou de fazer o mesmo efeito, tornando esta receita uma das que irei repetir, pois além do seu valor nutricional é uma óptima alternativa ao habitual, arroz ou batata.
Esta receita que partilho é resultado da minha curiosidade, da generosidade da V. em partilhar a receita da avó, bem como, a  felicidade de mostrar que em Portugal se come muito bem e saudável.
Deixo duas dicas importantes que fazem toda a diferença: cozer bem a couve e escorrer bem toda a água, antes de a misturar com o feijão e com a broa; pois se ficar alguma água, é o suficiente para as migas empaparem, em vez de ficarem soltas como mostram as fotos.
De facto, e seguindo o lema "O que é nacional é bom",estas migas são um bom exemplo da nossa cozinha tradicional portuguesa, sendo um prato saudável  e que se enquadra bem na atual tendência alimentar, de procura por alimentos não processados.



Ingredientes:
1 pacote couve para caldo verde ( pronto a usar)
200g de feijão frade cozido
broa de milho (meia broa)
2 dentes de alho
azeite ( uma quantidade generosa, mais ou menos 2 dl)

Preparação:
1. Cozer a couve em água e sal, deixá-la bem cozida.
2. Escorrer, de forma a que fique com menos água possível. ( eu espremi bem com a mão)
3. Escorrer o feijão frade.
4. Numa saladeira ou taça larga, deitar os ingredientes em camadas pela seguinte ordem: feijão frade, couve, broa.Repetir.
5. Num tacho pequeno deitar o azeite e o alho muito picadinho e levar ao lume até começar a ferver. 6. Por fim deitar o azeite a ferver por cima das migas. (Eu verti com uma colher, )
Envolver os ingredientes e está pronto a servir.
Excelente acompanhamento para carne ou peixe.

Excelente para levar na marmita para o trabalho. Come-se bem frio! Na foto, acompanha panadinhos feitos no forno


Bom Apetite!

terça-feira, 24 de abril de 2018

"Assado de Domingo" - Lombo de Porco com Molho de Mostarda


Abril está a mais de meio e a primavera nem se dá conta que já chegou. Fazendo jus ao ditado "Abril, águas mil", este foi mais um fim-de-semana cinzento, chuvoso a pedir comida conforto.
Mais uma desculpa para acender o forno, mais uma desculpa para que o domingo seja dia de assado. Enquanto escrevia mais um artigo para o blogue, a casa ficava inundada de uma aroma delicioso a carne assada e, para variar do tradicional, saiu desta vez um lombo de porco assado com molho de mostarda. A carne ficou suculenta e a mistura da mostarda com a paprica deu-lhe um sabor único, saboroso, sendo esta uma receita ideal para um "assado de domingo"!


Ingredientes:
1,200 kg de lombo de porco
4 dentes de alho
300 ml de vinho branco
50 ml de azeite
60g de mostarda 
1 folha de louro
1 c. sobremesa de paprica
sal e pimenta q.b.
1 ramo de alecrim

Preparação:
1. Arranje o lombo e coloque-o num recipiente largo.
2. Descasque os dentes de alho e pique-os finamente. Tempere o lombo com os dentes de alho, o vinho branco, a paprica, a mostarda, a folha de louro, um ramo de alecrim, sal e pimenta.
(eu faço tipo uma pasta com os dentes de alho, o sal, a paprica e a mostarda, esfregando bem esta pasta na carne, massajando até ficar bem impregnada. Por fim, verto o vinho branco, junto a folha de louro e o ramo de alecrim). Deixar marinar cerca de 20 minutos.
3.Após o tempo indicado, coloque a carne num tabuleiro, regue-a com o azeite e com a marinada e leve ao forno, pré-aquecido a 170ºC, durante cerca de 2h30m. Findo esse tempo se ao picar a carne ainda verter líquido deixar assar mais 30 minutos. Este tempo depende muito do forno, o meu é antigo e sem ventilação, logo esta receita para ficar no ponto, demorou 3h. Parece muito, mas o resultado final compensa
Verifique se o lombo está bem assado, retire-o do forno, fatie-o e sirva a gosto.
Gosto de servir com batata assada no forno (assam ao mesmo tempo que o lombo).


Bom Apetite!

Fonte: Adaptada da Revista TeleCulinária, Edição nº 31 "Carnes à Portuguesa", Revista 

sábado, 30 de setembro de 2017

Iscas de Vitela com Tomilho



Ao escrever iscas, sei que muita gente nem vai abrir esta publicação, no entanto fica o registo para quem gostar, e arriscar provar com um "twist" como o do tão aromático e intenso tomilho.

Das miudezas só o fígado sai na minha cozinha, e só à moda da minha avó. De tempos a tempos, e sempre que há fígado fresco no talho não resisto, foi o caso, para variar um pouco a ementa e desta vez para dar uso ao tomilho fresco.

Pois, nada melhor do que como pegar numa receita de sempre e mudar um ingrediente para a renovar. Na verdade, não há nada de novo, pois já partilhei aqui a receita que faço sempre (não mudo nunca, pois só consigo comer as iscas de fígado assim), mas desta vez o tomilho fresco fez-me dar um "twist" à receita habitual e não é que ficaram mesmo divinais!!! Em memória de minha avó que se fosse viva faria este mês, dia 27, 106 anos.


Ingredientes:
4 a  Iscas de fígado bem finas
4 dentes de alho
1 c. chá de pimentão doce (colorau)
sal, pimenta, noz-moscada
1 folha de louro
4 raminhos de tomilho fresco
1 fio de azeite
1,5 a 2 dl de vinho tinto

Preparação.
1. Preparar a marinada ( de preferência de véspera, ou então com 2 horas de antecedência):
Numa taça colocar as iscas de fígado, deitar os alhos cortados às rodelas, temperar de sal, pimenta e noz-moscada, deitar o pimentão-doce, juntar o louro e o tomilho fresco. Por fim regar com o fio de azeite e o vinho tinto. Tapar e levar ao frigorífico.

2. No momento de as fazer, levar ao lume uma frigideira com azeite e um pouco de banha ( é facultativo usar a banha, mas dá um gosto especial e dias não são dias). Quando quente ir deitando as iscas de forma a fritarem. Quando ganharem cor, retirar para um prato e reservar.

3. Na mesma frigideira, deitar a marinada e deixar ferver. Quando começar a reduzir, juntar as iscas e deixar uns minutos a apurar o molho.

4. Gosto de servir com batata cozida ou arroz branco, mas quanto a isso fica ao gosto de cada um.


Bom Apetite!

sábado, 23 de setembro de 2017

Molho de Escabeche da Avó


Não há como o paladar para avivar a memória. E, foi num destes dias ao comprar carapaus pequenos para fritar me lembrei do delicioso molho de escabeche que a minha avó fazia.
Faz anos que não o comia, e de repente dou por mim a ligar à minha mãe a pedir a receita, como ela e só ela sabe fazer.
Não há felicidade maior que replicar passo-a-passo e quando chega a hora da prova final, saborear, fechar os olhos e recordar-me dos refeições preparadas sempre com muito carinho, quer pela avó, que pela mãe. Foi delas que ganhei o gosto pela culinária, pela preparação cuidada das refeições; pois para mim colocar a comida na mesa é um acto de amor, generosidade e partilha.
Para memória futura, nada como guardar aqui, no meu cantinho e, partilhar com quem quiser experimentar, o delicioso molho de escabeche, um molho rico de cebola, avinagrado que abrilhanta qualquer peixe frito, quando ele depois de frio perde a sua graça. Sempre um bom recurso para quando o peixe sobra.
Quem conhece tenho a certeza que também aviva a memória, uma vez que é um prato típico da cozinha tradicional portuguesa, que raramente se faz hoje em dia e que só encontrei como entrada num Restaurante da Beira Alta, o Soadro do Zêzere em Valhelhas (que recomendo pela ementa, atendimento e qualidade). Quem não conhece, arrisque a experimentar que não se vai arrepender, infelizmente as fotos não fazem jus ao sabor do molho! E já agora quando forem à Serra da Estrela, parem em Valhelhas e provem as iguarias boas da região neste Restaurante que conheço desde que abriu e que para mim é de paragem obrigatória.



Ingredientes:
( Para 12 carapaus pequenos ou 4 postas de peixe fritas)
Azeite ( 150 ml)
cebola ( 1 cebola grande)
Alho (1 dente de alho grande)
1 folha de louro
Água q.b.
Sal q.b.
Colorau ou pimentão-doce (1 c. chá)
Vinagre

Preparação:
Num tacho ou caçarola pequena deitar uma quantidade de azeite de forma a cobrir o fundo, a cebola cortada em meias-luas, o alho esmagado e a folha de louro.
Quando a cebola ficar translúcida, deitar um pouco de água para que a cebola fique bem cozinhada, sem queimar e também para fazer molho.
Aqui deitar o colorau e mexer. Deixar cozinhar mais uns minutos para apurar o molho. No fim deitar o vinagre a gosto.
Convém ficar com líquido suficiente para fazer molho. Deitar sobre o peixe de forma a ficarem bem cobertos pelo molho.
Acompanhar a gosto (eu gosto com batata cozida ou arroz de tomate ou pimento, legume cozidos ou salada).
Se não forem feitos para consumir mais tarde.Comem-se bem sem aquecer.
Caso sejam guardados no frigorífico, retirar do frio com antecedência, ou então aquecer ligeiramente no micro-ondas.

Nota:Este molho é excelente para conservar o peixe frito durante uns dias. Estes carapaus foram fritos no domingo para o almoço e comprei maior quantidade a contar com mais uma refeição. Os que sobraram foram colocados num recipiente, em camadas, sendo que o molho é colocado entre cada camada.
Ficam cobertos com a cebola. Conservam-se durante 2 a 3 dias, pois este método era utilizado antigamente para conservar o peixe frito, tornando-o mais saboroso cada dia que passa.




Bom Apetite!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ervilhas Guisadas à Minha Moda


Finalmente é inverno a sério! Ao abrir a janela pela manhã, sinto a geada e confesso que gosto do ar frio da manhã, revitaliza ao mesmo tempo que pede o conforto de comidas mais substanciais e quentes. Quem quer saber de grelhados e saladas com este frio? Eu não. Por isso, esta estação é péssima para mim pois, além de me apetecer as comidinhas apetitosas e mais calóricas, o frio faz-me ficar mais recolhida em casa e, consequentemente o peso sobe sempre umas gramas...uma chatice! 
Como o inverno não dura para sempre, há que aproveitá-lo bem e, como o frio não perdoa fui para a cozinha e fiz o meu guisado de ervilhas com ovos escalfados. Uma das minhas comidas de conforto. 



Ingredientes:
    ( 4 Pessoas)

500g de ervilhas congeladas (eu gosto das Ervilhas Primavera da Iglo, são pequeninas e muito saborosas)
1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
1 folha de louro
1 cenoura
2 batatas grandes
150g de bacon
50 ml de vinho branco
1 c.sopa de tomate concentrado ( dos que se vendem em bisnagas) ou 2 c.sopa de polpa de tomate
água q.b.
1 ovo por pessoa
sal, pimenta ( uso as 5 bagas da Margão) e noz-moscada q.b

Preparação:
Descascar e picar a cebola e os alhos.Descascar as batatas e as cenouras e cortá-las aos cubos.
Levar ao lume um tacho com o azeite ( a cobrir o fundo), a cebola, os alhos picados e o louro.
Quando a cebola tiver amolecido, juntar o bacon aos cubinhos, mexer e deixar saltear. 
Adicionar a cenoura, o tomate concentrado, regar com o vinho branco e um pouco de água. Temperar com sal, pimenta e noz.-moscada. 
Deixar ferver um pouco.
Juntar as batatas aos cubos e as ervilhas, mexer. Tapar e deixar cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos ( gosto das ervilhas bem cozinhadas até ficarem como na foto)
Quando as batatas estiverem cozidas ( picar com um garfo), partir um ovo de cada vez para uma tigela e adicionar ao guisado. Como somos apenas dois e cozinho para quatro, coloco dois ovos para comer no imediato dado que guardo o restante para congelar ou para outra refeição ( geralmente é para levar para o almoço do dia seguinte)
Retirar do lume quando os ovos estiverem no ponto desejado. 
Servir de imediato.



Bom Apetite!


Fonte: Inspirada pela cozinha da minha mãe.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Areias




Em busca de receitas para bolinhos secos encontrei a das famosas areias. Li várias mas, como tinha há pouco tempo adquirido o livro da Clara de Sousa, " A minha Cozinha- Best of" nem hesitei em escolher a receita que iria testar. Apenas ajustei as quantidades dos ingredientes, de resto segui todos os conselhos e o resultado não poderia ser melhor. De facto, dar importância aos ingredientes faz toda a diferença, Sim, é uma receita altamente calórica: farinha, açúcar, manteiga e banha mas, não são bolos para comer todos os dias, podem ser guardados para os dias especiais, de festa e quem sabe acabarem bem guardados num belo recipiente adornado e presentear alguém neste Natal. Estas tiveram um bom destino foram para o meu amigo, no caso foi uma amiga secreta do Jantar de Natal dos colegas de trabalho. Deixo a sugestão, pois o Natal é já esta semana!




Ingredientes:
( para 35 areias)

300g de farinha sem fermento.
150g de açúcar ( eu fiz com 100g apenas e ficaram boas)
150g de manteiga sem sal
50g de banha
açúcar q.b. para polvilhar


Modo Bimby

Colocar os ingredientes e e marcar 30 seg/ vel.6
Retirar a massa, fazer uma bola e levar ao frio embrulhada em película transparente, cerca de meia hora.
Após esse tempo, cortar pequenos pedaços de massa para fazer bolinhas pequenas (20g cada).
Como a massa se desmancha por ser tão areada, ao fazer as bolinhas, apertar a massa com força para se  ligar e rolá-la na mão suavemente com as palmas das mãos.
Colocar uma folha de papel vegetal, ligeiramente untada, num tabuleiro.
Alinhar as bolinhas, um pouco afastadas entre si, não as achate que elas irão baixar ligeiramente devido ao calor.
Levar ao forno pré-aquecido a 170ºC, durante 25 minutos. Aos 20 minutos, rodar o tabuleiro para uniformizar a cor. As areias ganham uma cor muito ligeira, mas não devem alourar.
Verificar se estão firmes e secas ao toque. Se ainda estiverem ligeiramente moles, deixá-las no forno mais um pouco. Desta forma garante que o interior fica bem cozido e seco, sem saber a farinha.
Desligar o forno mantendo a porta fechada e deixando as areias repousarem no interior mais 10 minutos.
Passá-las, ainda quentes, por açúcar.
Conservam-se bastante tempo numa caixa com tampa.


Modo Tradicional

Derreter a manteiga com a banha, deixando arrefecer um pouco.
Numa taça misturar a farinha com o açúcar. Abrir um buraco ao meio onde deitar a gordura derretida e misturar bem, com as mãos. A massa fica tipo uma areia grossa que se deve continuar a apertar até que a gordura se impregne totalmente nos secos. Deixar repousar meia hora.
Retirar pedaços de massa para fazer bolinhas pequenas (20g cada).
Como a massa se desmancha por ser tão areada, ao fazer as bolinhas, apertar a massa com força para se  ligar e rolá-la na mão suavemente com as palmas das mãos.
Colocar uma folha de papel vegetal, ligeiramente untada, num tabuleiro.
Alinhar as bolinhas, um pouco afastadas entre si, não as achate que elas irão baixar ligeiramente devido ao calor.
Levar ao forno pré-aquecido a 170ºC, durante 25 minutos. Aos 20 minutos, rodar o tabuleiro para uniformizar a cor. As areias ganham uma cor muito ligeira, mas não devem alourar.
Verificar se estão firmes e secas ao toque. Se ainda estiverem ligeiramente moles, deixá-las no forno mais um pouco. Desta forma garante que o interior fica bem cozido e seco, sem saber a farinha.
Desligar o forno mantendo a porta fechada e deixando as areias repousarem no interior mais 10 minutos.
Passá-las, ainda quentes, por açúcar.
Conservam-se bastante tempo numa caixa com tampa.

Nota: A receita é feita segundo o método tradicional em que a farinha é o dobro do açúcar ( embora eu tenha reduzido o açúcar) e, no total da gordura, 1/4 são de manteiga e 1/4 são de banha.
Usar manteiga em vez de margarina vegetal faz toda a diferença no sabor e na textura.
Após pesquisar várias receitas optei pela receita feita pela Clara de Sousa, publicada no Livro " A Minha Cozinha - Best Of". Ficam muitos boas.




Boas Festas


Fonte: "A Minha Cozinha - Best Of", de Clara de Sousa

sábado, 7 de maio de 2016

" Na Cozinha dos Amigos" - Bolo de Maçã e Côco da Maria João

Sou uma coleccionadora de afectos, de memórias e de receitas. E nada melhor que partilhar afectos com bolos, aqueles que confortam o estômago e a alma, aqueles com que escrevemos a parte doce da nossa história, como este que ficará marcado no meu quadragésimo quinto ano de vida, dia bem diferente pelas mais variadas razões, mas que não deixou de ser especial apesar de estar longe dos meus mais queridos.
As receitas são a prova disso, transportam sempre algo de quem as faz, de quem as partilha e este bolo para mim é de imediato associado a uma colega e amiga, a Maria João. Tem dois ingredientes que ela adora e além disso é o bolo que ela faz sempre que há encontros ou festas, onde desaparece em segundos. faço este bolo e recordo-me de imediato da minha amiga. E será sempre assim que o fizer, será hoje e sempre o bolo de maçã e côco da João.
Pedi-lhe a receita e ela gentilmente a cedeu, creio que todos os que o provam ficam com a receita, e eu além de o fazer quis partilhá-lo na minha rubrica dedicada aos amigos, pois merece destaque porque é delicioso e facílimo de fazer. É daqueles práticos que não precisam de balança e em que se bate tudo ao mesmo tempo, portanto acessível a todos os que dizem que não sabem fazer bolos porque lhes sai mal, este garanto que sai bem a qualquer um. Basta juntar os ingredientes bater, envolver a maçã e levar ao forno onde a magia acontece!
Difícil? Não. O bolo ideal para qualquer ocasião. Vai um quadradinho? 


Ingredientes:
(Chávena = 220 ml)
( Fiz metade da receita, é o suficiente para um tabuleiro normalmente utilizado (30cm x 20cm), bem como o recomendado por quem o faz, porque a massa rende muito).

6 ovos (usei 4 de tamanho médio)
4 chávenas de farinha de trigo (2 chávenas)
2 c.chá de fermento em pó (1 c. chá)
3 chávenas de açúcar (usei apenas 1 chávena de açúcar amarelo)
3 chávenas de maçã reineta cortada aos cubos (utilizei 4 Maçãs Royal Gala)
1 chávena de óleo (1/2 cháv.)
1 chávena de leite (1/2 cháv)
1 chávena de côco ralado (igual quantidade, sem alterar)
Côco ralado para polvilhar q.b. (usei quase uma chávena, pois polvilhei antes e depois de desenformar)


Modo Tradicional

1.Untar o tabuleiro com manteiga e polvilhar com farinha.
2.Descascar as maçãs e cortá-las em cubos. Reservar.
3.Misturar os ovos com o açúcar, a farinha, o leite e o côco.
4.Juntar a maçã e envolver.
5.Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 a 40 minutos (no meu forno bastaram 25 minutos)
6.Retirar do forno e polvilhar abundantemente com côco.
7.Desenformar e cortar aos quadrados ( Eu ainda polvilhei com mais côco)

Modo Bimby
Fiz a minha adaptação:
1. No copo deitar todos os ingredientes e bater 1 Min/Vel.4.
2. Juntar a maçã e envolver 5 Seg/ Vel.3/ Colher Inversa.
4 Com a espátula envolver mais um pouco e deitar no tabuleiro previamente untado e polvilhado com farinha.
5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 a 40 minutos.
6.Retirar do forno e polvilhar abundantemente com côco.
7.Desenformar e cortar aos quadrados ( Eu ainda polvilhei com mais côco)





Bom Apetite!



 

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Reciclar é Poupar" - Uma Espécie de Feijoada


A vantagem de ter um talho de confiança é a de ter a certeza da origem e da frescura de todo o tipo de carne que entra em minha casa. Já comparei com a carne das grandes superfícies e não tem nada a ver. Pode ser um pouco mais cara, mas o sabor é diferenciador e a qualidade também.
Na última visita ao talho comprei carne para fazer um tipo de cozido, não à portuguesa, mas à minha maneira, ou seja, eu gosto de cozer apenas chispe, entremeada e entrecosto de porco, carne de vaca, ao qual junto alguns enchidos como chouriço de carne, farinheira e morcela da Guarda, quanto aos legumes dou preferência à couve coração, batata-doce, nabo e cenoura. Como vêem não é o típico cozido, mas sim o meu cozido.
Sobram sempre carne e enchidos e confesso que faço para que tal aconteça, pois há uma segunda opção para preparar outra refeição reutilizando as carnes já cozidas. No domingo, o dia ideal para o fazer, preparo logo a carne cozida, guardando com a água da cozedura e caixas próprias para congelar, para usar a meio da semana, quando o tempo é pouco para estar na cozinha.
Desta vez sobrou chispe, entremeada, meia farinheira e meio chouriço de carne e como nada se estraga, optei pela minha espécie de feijoada, como lhe chamo, porque faço à minha maneira. 
Enfim, um prato típico para dar as despedidas ao inverno, pois o tempo primaveril parece que chegou de vez e com ele o apetite por refeições mais leves e frescas adequadas às temperaturas amenas que se começam a fazer sentir.



Ingredientes:
- Para 4 pessoas -
Sobras da carne de porco cozida ( chispe, entrecosto, entremeada)
1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
1 folha de louro
2 cenouras
2 batatas grandes
1 lata pequena de feijão ( usei encarnado, mas pode usar manteiga ou branco)
Meia couve coração
sal, pimenta q.b.
1 c. chá colorau
1 c. café de pimenta de caiena
1 c. sopa de polpa de tomate
1 golpe de vinagre ou vinho branco ( mais ou menos a olho), o equivalente a uma colher das de sopa.
500 ml de água
Chouriço ( meio) já cozido
Farinheira ( meia) já cozida

Preparação:
1. Num tacho deitar o azeite, de forma a cobrir o fundo do tacho. Deitar a cebola e o alho picado e deixar amolecer.
2 Juntar a folha de louro e a carne de porco já cozida, cortada em pedacinhos, bem como um pouco da água da cozedura. Mexer e deixar cozinhar. Entretanto, deitar uma colher das de sopa de polpa de tomate, uma colher de chá de colorau e uma de café de pimenta caiena e deitar um golpe de vinagre ou de vinho branco. Deixar cozinhar uns minutos. De seguida, juntar mais água e deixar levantar fervura.
3. Assim que levantar fervura, deitar a batata aos cubos, a couve coração ripada, e o feijão.Temperar com sal, noz-moscada e 5 Bagas da Margão.
4. Colocar o meio chouriço cortado em rodelas, a meia farinheira inteira e deixar cozinhar em lume brando cerca de 20 minutos. Eu gosto de juntar a farinheira porque gosto que ela se vá desfazendo no molho, mas pode-se juntar apenas a 5 minutos do fim.



Bom Apetite!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Salsichas de Aves Embrulhadas em Couve Coração



O alarmismo instalou-se relativamente às carnes vermelhas e charcutaria. De repente parece que comer chouriço, salsichas ou bacon é crime. 
Um hambúrguer ou bifana são pecados capitais na alimentação humana, e de agora em diante, serão banidos da mesa de todos nós. Não! Na minha mesa não serão interditos; serão moderamente consumidos, como sempre foram, fazendo parte da ementa da minha casa. Sempre comi peixe, carne, leguminosas, legumes, lacticínios e fruta, diversificando as escolhas tendo por base a minha percepção do que faz bem ou mal. Ora como peixe grelhado e legumes, como uma boa feijoada ou um rico cozido à portuguesa. Opto pelo bom senso, pelo equilíbrio. O fundamental é variar a nossa roda alimentar e a pensar em ambos os pratos da balança, fui para a cozinha e cozinhei as pecaminosas salsichas de aves, embrulhadas na saudável couve coração, estufadas num molho bem mediterrânico, abundante de cebola, tomate e alho. Uma refeição saborosa, económica, equilibrada  e acima de tudo, sem qualquer peso na (minha) consciência!

Ingredientes
4 salsichas de aves ou um frasco de salsichas de aves.
1 couve coração pequena ou 8 a 10 folhas de couve coração ( prefiro esta à couve lombarda)
1 cebola média
2 dentes de alho
2  a 3 tomates ( se não tiver fresco usar congelado ou em lata)
azeite
sal
pimenta
noz-moscada 
1 folha de louro
Hortelã (facultativo)

Preparar os embrulhos: Enrolar cada salsicha numa folha de couve coração

Preparado da base, com tomate, cebola e alho estufado em azeite

Dispor os embrulhos de salsicha na couve coração, no tacho. Tapar e cozinhar em lume brando

Preparação:
1. Arranjar as folhas de couve coração, com uma faca soltar folha a folha do caule e cortar a parte grossa do centro de cada folha. Numa panela, levar água a ferver e assim que esteja a borbulhar, branquear as folhas de couve ( deitar as folhas uma a uma na água e retirar de imediato e passar por água fria). Este processo permite amolecer a folha de couve.
2. Dispor duas folhas e sobre estas colocar uma salsicha. Formar um embrulho e segurar cada um com palitos. Reservar.
3.Num tacho, deitar o azeite, a cebola e os alhos picados. Levar ao lume e deixar cozinhar até a cebola ficar translúcida. Juntar o tomate picado, e a folha de louro, temperar de sal, pimenta e noz-moscada. e mexer deixando cozinhar uns minutos até o tomate amolecer. ( Se tiver hortelã em casa, coloco umas folhas, pois gosto muito do aroma desta erva aromática no molho de tomate).
4. Dispor as salsichas embrulhadas. Rectificar os temperos e deitar um pouco da água. Tapar e deixar cozer em lume brando cerca de 15 minutos, até a couve estar cozinhada.
5. Acompanhar a gosto. Gosto de comer simples ou acompanhadas de arroz branco.

Resultado Final 


Bom Apetite!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Sem Peso na Consciência" - Queques de Cenoura, Amêndoa e Queijo Quark



O queijo quark entrou recentemente nas listas de compra cá de casa. Após ler e ouvir muito sobre os benefícios para uma alimentação saudável, acabei por experimentar e os resultados foram claramente aprovados. 
Além de  o consumir simples, de vez em quando ao pequeno-almoço com cereais e fruta ou em sobremesas com gelatina, encontrei nele um excelente aliado para cozinhar pratos saborosos, bem como bolos com pouca gordura. 
Afinal o que é o queijo quark? Confesso que  desconhecia a sua existência; passava muitas vezes por ele no supermercado, sem nunca me tentar pois não sabia como usá-lo. Até que após pesquisar sobre o produto tão falado, descobri que é muito utilizado na culinária dos países da Europa do Norte, daí só se encontrar em certos supermercados, apesar do baixo preço.
O queijo quark não é mais do que um queijo fresco, cremoso e de textura similar à do iogurte grego mas levemente ácido. Rico em proteína e pobre em hidratos de carbono e gordura, torna-o assim apetecível e eleito para uma dieta saudável, principalmente para quem quer emagrecer ou quem pratica muito exercício físico. 
Um dia de chuva, triste e cinzento foi o pretexto ideal para ir para a cozinha e preparar uma fornada de bolinhos saborosos e muito saudáveis, para comer sem peso na consciência.



Ingredientes: 
125g de açúcar amarelo
125g de manteiga
250g de queijo quark 0% gordura
2 ovos
250g de farinha de espelta ( usei flocos de trigo sarraceno moídos em farinha)
2 c.chá de fermento em pó
1 c.chá de bicarbonato de sódio
1 c.chá de extracto de baunillha
1 c.chá de canela em pó
2 cenouras médias raladas
50g de amêndoa picada

Modo Tradicional

Pré-aquecer o forno a 180º C
Bater o açúcar com a manteiga até obter um creme. Juntar os ovos e o queijo quark e voltar a mexer até obter um creme homogéneo.
Juntar os ingredientes secos ( a farinha, fermento, bicarbonato de sódio e a canela).
Por fim, adicionar a cenoura ralada, a amêndoa picada e o extracto de baunilha.
Deitar em formas de queques. e levar ao forno cerca de 30 a 40 minutos. 


Modo Bimby
Pré-aquecer o forno a 180º C
Bater o açúcar com a manteiga até obter um creme, 4 Min/ Vel.4. Juntar os ovos e o queijo quark e voltar a mexer até obter um creme homogéneo, marcar mais 2 Min/Vel.4.
Juntar os ingredientes secos ( a farinha, fermento, bicarbonato de sódio e a canela) e envolver 30 seg/vel.4.
Por fim, adicionar a cenoura ralada, a amêndoa picada e o extracto de baunilha e mexer um 1 Min/Vel.3
Deitar em formas de queques. e levar ao forno cerca de 30 a 40 minutos. 




Bom Apetite!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

"Sem Peso Na Consciência" - Caldo Verde Sem Batata


Se há mês que gosto, Setembro é um deles. Gosto das cores com que a Natureza pinta o céu e a terra, gosto dos seus frutos, da luz dos seus dias, e gosto mesmo dos dias amenos e das noites frescas.
O sol dorme mais cedo, e de repente ao final de um dia de trabalho sinto a necessidade de regressar ao do aconchego do lar. Estes dias pedem uma comida de conforto e como os jantares se querem leves cá por casa, hoje foi o dia de um caldo verde leve, sem peso na consciência, apenas com couve-flor, curgete e alho...e sem batata.
Bem-vindo meu querido mês de Setembro!



Ingredientes:
3 dentes de alho
2 courgettes médias (300g)
1/2 couve-flor (300g)
170g de couve cortada para caldo verde ( 1 pacote de couve cortada pronta a usar)
Água
Sal
Azeite

Modo Bimby

1. Escaldar a couve em água a ferver.
2. No copo deitar os alhos, a courgette e a couve-flor cortados em pedaços.
3. Cobrir os legumes com água e levar a cozer cerca de 25 min/ 100º/Vel.1
4. Entretanto, colocar na Varoma a couve previamente escaldada.
5. Findo o tempo, reduzir a puré, triturando cerca de 1 minuto, progressivamente na velocidade 5/6/7, 
6. Temperar de sal e azeite ( 20g) e deitar a couve previamente cozida a vapor.
7. Envolver a couve no preparado, com a ajuda da espátula e marcar mais 10 min/100º/Vel.1  Colher Inversa

Modo Tradicional

1. Escaldar a couve em água a ferver.
2. Na panela deitar os alhos, a courgette e a couve-flor cortados em pedaços.Cobrir os legumes com água e levar a cozer cerca de 20 minutos.
3. Findo o tempo, reduzir a puré e deitar a couve previamente escaldada.
6. Temperar de sal e azeite e levar a cozinhar, cerca de 10 a 15 minutos ou até a couve ficar cozida.




Bom Apetite!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lulas Guisadas com Batatas e Ervilhas


Estamos no final de Janeiro, em pleno Inverno. Inverno frio e chuvoso que pede comida quente, daquela que chega à mesa a fumegar, comida que aconchega e conforta como estas simples lulas guisadas com batatas e ervilhas.

Desta vez  aliei a Bimby ao tradicional: guisei primeiro as lulas na Bimby, dada a quantidade de lulas que encheu o copo, optando por terminá-las no tacho, onde as levei a cozer com as ervilhas e as batatas. 
Fica aqui também uma sugestão para utilizar a Bimby quando precisamos de cozinhar grandes quantidades, pois o mais difícil é feito; tal como picar e guisar as lulas, deixando-as assim bem tenrinhas e deliciosas. 



Ingredientes:
1,5 kg de lulas limpas e cortadas em pedaços
150g de cebolas (2 cebolas médias)
2 dentes de alho
50g de azeite (3 colheres de sopa)
250g de tomate em pedaços ( ou 1 lata de tomate pelado)
50g de vinho branco
1 folha de louro
sal e pimenta q.b ( opto sempre por usar 5 Bagas da Margão)
1 colher (chá) de pimentão doce ou colorau
Batatas
Ervilhas ( usei congeladas)

Preparação:
Colocar no copo o azeite, a cebola, os alhos e picar 5 Seg/Vel.5.
Refogar 5 Min/Varoma/Vel.1.
Juntar o tomate e triturar 20 Seg/Vel.7. Com a ajuda da espátula baixar os resíduos das paredes do copo e programar 5 Min/100º/Vel.1
Adicionar as lulas, o vinho, o louro, o sal, a pimenta, o pimentão doce e programe 25 Min/100º/ Vel. Colher Inversa
Verificar se as lulas estão cozidas, se for necessário programar mais alguns minutos à mesma temperatura e na mesma velocidade. ( No meu caso marque mais 8 Min/100º/Vel. Colher Inversa).
No final do tempo, deitar as lulas guisadas num tacho e levar ao lume. Assim que levantar fervura, deitar as batatas previamente descascadas e cortadas em cubos e as ervilhas. Rectificar os temperos
Deixar cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos.Está pronto quando as batatas estiverem cozidas.



Bom Apetite!

domingo, 25 de janeiro de 2015

"Cozinha Tradicional Portuguesa" - Caldo Verde


Uma sopa bem tradicional que  faz as minhas delícias nos dias frios de Inverno.


Ingredientes:
5 batatas (mais ou menos 500g)
1 cebola
4 dentes de alho
250g de caldo verde (couve portuguesa ou galega cortada em juliana)
1,5 l de água
azeite
sal q.b.
Chouriço de carne às rodelas

Preparação:
Numa panela com água fria, levar a cozer as batatas, a cebola e os alhos cortados.
Assim que as batatas estiverem cozidas, reduzir a puré com a varinha mágica.
Juntar a couve cortada, o sal, o azeite e umas rodelas de choriço e levar ao lume, para cozer a couve, durante 15 minutos.
No final se o creme estiver espesso, acrescentar mais água a gosto.
Servir com um fio de azeite e uma rodela de chouriço (pessoalmente eu dispenso, mas é assim que deve ser servido).



Bom Apetite!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Favas à Moda da Romã


Uns adoram, outros odeiam, eis uma leguminosa primaveril que não é muito consensual. Por mim falo, há uns anos não as conseguia comer e hoje, como pelo menos, uma vez no ano. 

Não faz as minhas delícias, confesso, mas já anseio por as fazer, o que é bom sinal e este ano estrei-me a confeccioná-las, pois até então sempre que as comia, ora eram feitas pela mãe ou pela sogra.

Ora bem, ontem chegou a minha vez e nada como uma boa ocasião para me por em acção, com um saco de favas biológicas, vindas directamente do quintal de uma amiga. Com elas  na mão, já descascadas, não tive outro remédio que não fosse dar-lhes uso.Pensei em ligar à minha mãe ou sogra para saber como fazer, mas quis deixar-me levar pela intuição e dar o meu toque pessoal, resumindo fi-las à minha maneira e resolvi baptizá-las à moda da Romã. Deixem-me dizer que para primeira vez que cozinhei favas...não sairam nada mal!

Ingredientes:
500g de favas descascadas
400g de carne de porco (entrecosto, parte da entremeada com osso)
1/2 chouriço
100g bacon
1 linguiça
1 cenoura
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher (sopa) de polpa de tomate
3 colheres (sopa) azeite
vinho branco
pimentão-doce
sal e pimenta q.b
coentros q.b

1) Em primeiro lugar, marinar carne.Numa tigela temperar a carne, previamente cortada em pedaços , com sal, os dentes de alho picados, o pimentão-doce, o vinho branco e a folha de louro. Deixar marinar cerca de 15 a 20 minutos.
2) Entretanto, num tacho deitar um fio de azeite e a cebola picada e levar a refogar. Juntar a cenoura cortada em cubinhos e a linguiça, o pedaço de bacon e o chouriço inteiros. Deixar cozinhar em lume brando, cerca de 5 minutos. Ao fim desse tempo, retirar a linguiça o chouriço e o bacon e reservar.
3) Deitar a carne, a sua  marinada e a polpa de tomate. Mexer e cozinhar a carne, cerca de 15 minutos.
4) Cortar o chouriço e a linguiça em rodelas e o bacon e cubinhos. Juntar à carne e deixar cozer mais uns minutos. Por fim adicionar as favas e a água ( até as cobrir). Rectificar os temperos, adicionar uma pitada de açúcar e os coentros picados grosseiramente ( sei que se devem juntar quase no fim, mas optei por deixar cozinhar, pois o aroma vai-se fundindo nos restantes ingredientes, tornando o molho mais saboroso, é uma opção pessoal)
Deixar cozinhar, em lume brando cerca de 30 a 40 minutos. Quando mudarem da cor verde-claro, para escuro e começarem a ter a pele mais enrugada, estão prontas. As fotos foram tiradas no tacho após terminar a cozedura e terem repousado 5 minutos.




Bom Apetite!