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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Salada Montanheira (Algarve)

Quando estou em terras algarvias vou a um restaurante que me servem as sardinhas assadas com uma salada que chamam montanheira e pensava para mim, porque razão chamavam salada montanheira, quando no Algarve não há montanhas. Pois, não há montanhas mas há Serra do Caldeirão, a Serra Algarvia. 

Ora bem, como gosto de aprender e saber mais, lá fui eu pesquisar e pelo que encontrei é uma tradicional receita da Serra Algarvia. Não é mais do que uma salada de tomate, pimento e pepino, cortados aos cubinhos e temperados com azeite, vinagre, sal e orégãos. Simples, não é?  E para ser bom, não precisa de ser complicado nem com ingredientes extraordinários, embora diga já que a qualidade dos mesmos influencia e muito no sabor final. 

Como cá em casa, em época de Verão nunca falta a salada de tomate e pepino com orégãos à mesa, mas cortados em rodelas, esta opção aos cubos, ou melhor a Salada Montanheira Algarvia veio para ficar.

Assim vamos variando a forma de apresentar a salada, que apesar de levar os mesmos ingredientes o resultado final é bem diferente em termos de sabor.

Sem dúvida, deliciosa e muito fresca sendo um acompanhamento de excelência quer para carne ou peixe. Haja ingredientes e sugiro, desde já, que experimentem com um tomate coração, pois o sabor deste tomate quando maduro é divinal.

Mais simples não há! 

Ingredientes:
Tomate
Pepino
Pimento
Cebola
2 c. sopa de azeite
1 c. sopa de vinagre
sal, orégãos

Preparação:

Lavar o tomate e o pepino.

Cortar o pepino ao meio e retirar as sementes, cortando em tiras e depois em cubos. Repetir o processo com o pimento e com o tomate.

Cortar a cebola em cubos pequenos.

Juntar tudo numa saladeira e temperar com sal, azeite, vinagre e orégâos.

Um acompanhamento fresco e bem saboroso para qualquer refeição, quer seja carne ou peixe. Excelente para os dias quentes de Verão.

Dica: Usar tomate coração de boi, bem vermelho e de preferência maduro sem estar mole. 
Fica delicioso.


Bom Apetite!

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Cozinha Internacional - Minchi


Quando faço Minchi é sempre para aproveitar sobras de carne assada, mas hoje fiz como manda a receita original, com carne picada crua.
Para quem desconhece, o Minchi é um prato da culinária típica de Macau, muito apreciado, sendo considerado um dos mais comuns da gastronomia macaense.
Consiste na mistura de carne picada temperada com molho de soja, batata frita aos cubos e ovo estrelado. Não é de estranhar que seja dos mais comuns, pois noto aqui umas semelhanças ao nosso bitoque. Quem nunca na dúvida, quando vai a um restaurante e chega a hora de escolher, depois de tanto olhar para a ementa, acaba por optar pelo típico bitoque. Quantas vezes me aconteceu...
Pois bem, se querem variar a ementa e se tem como comensais as crianças, tenho a certeza que irão adorar, eu não sou criança e gosto muito. Além de simples, é muito fácil e rápido.
Ah e tal tem batata frita... e depois? Desde que não seja habitual, porque não comer de vez em quando?  Portanto, nada como equilibrar este tipo de refeições e não esquecer a dose de uma  boa sopa de legumes como entrada. Assim, equilibramos o estrago das batatas fritas (nem sempre, nem nunca), mas há dias e dias e quando os dias pedem refeições rápidas e sem muito esforço, este prato é aquele que agrada a todos.
Quem não gosta de batata frita com carne e ovo estrelado, que levante o dedo. 
Eu, gosto! Mais, confesso que que para mim este tipo de refeições está na minha lista das comidas que confortam. E, porque há sempre aqueles dias que pedem, e hoje foi um deles, havendo equilíbrio, porque não experimentar.
Bom fim-de-semana!



Ingredientes:
500g de carne de vaca picada (mas pode usar mistura ou a carne que desejar)
100 ml de azeite 
1 cebola grande
4 c. sopa de molho de soja
1 c. chá de açafrão das índias
batatas
óleo para fritar
sal q.b
ovo por pessoa a acompanhar (opcional)

Preparação:
1. Temperar a carne picada com o molho de soja e reservar.
2. Num tacho leve ao lume o azeite com a cebola picada. Quando a cebola começar a ficar translúcida deitar o açafrão e mexer.
3. Juntar a carne picada e mexer até ficar solta. Retificar o tempero, pois tendo molho de soja dispensa o sal, mas o molho de soja por si só pode não ser suficiente.
4. Retirar do lume e reservar.
5. Entretanto, preparar as batatas. Cortar as batatas em cubos pequenos e levar a fritar. Escorrer bem e misturar bem no preparado da carne. Deixar aquecer mais um pouco e servir com um ovo estrelado, embora seja opcional, eu prefiro, porque no fundo é apenas carne picada com batata frita.




Bom Apetite!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Rojões à moda da Chef Manuela


A Chef Manuela, é a minha querida formadora que tive o prazer de conhecer este ano, com a qual aprendi muito sobre a arte de cozinhar. Aprendi muitas técnicas, mas acima de tudo pequenas dicas que fazem toda a diferença, como por exemplo o azeite de alho. Eu desde que aprendi, posso dizer que o adaptei de imediato. É óptimo para temperar carnes, almôndegas, hambúrgueres, até peixe. 

Estes rojões que baptizei a moda da Chef Manuela, pois fiz conforme a sua receita tendo já  replicado por várias vezes e, como ficam tão bons  merecem então aqui ser partilhados. 

Uma das dicas é não marinar muito tempo a carne, para que esta não coza no vinho e não fique rija. Basta temperar e deixar marinar uns 30 minutos. De facto, faz diferença e a carne fica mais tenrinha. Já deixei de um dia ao outro os rojões marinados e ficaram bem mais rijos. Nesta receita faltam os pickles picados, que se misturam no fim, mas mesmo sem pickles ficam deliciosos tanto como petisco (carne cortada em cubos mais pequenos) ou como refeição principal, que foi o caso.

A carne na marinada


Ingredientes:
( Para 3 a 4  pessoas)

600g de rojões de porco
3 dentes de alho
50 ml de azeite  
1 c. chá de pimentão-doce
50 ml de vinho branco
sal  q.b
1 folha de louro
1 haste de alecrim, à qual tirei as folhas (é opcional, mas eu coloquei)
1 c. sopa de banha de porco

Preparação:

1. Num recipiente colocar a carne cortada em cubos, se for para servir como aperitivo, cortá-la em pequenos cubos.

2. Fazer o azeite de alho (no copa da varinha mágica, colocar o azeite e os alhos e emulsionar até obter um molho).

3. Temperar a carne com sal, o pimentão-doce, o azeite de alho e o vinho branco. Colocar a folha de louro e as folhas de uma haste de alecrim. Deixar marinar no mínimo 30 minutos. Não convém deixar muito tempo para a carne não cozer no vinho.

4. Após algum tempo de marinar, levar ao lume num tacho largo, apenas a carne com a marinada e tapar. Deixar cozinhar tapado em lume brando.

5. Depois de cozinhados (assim que começar a secar da marinada), deixar fritar juntando um pouco de banha. Nota: Não ficam gordurosos, pois cozinham na marinada, e a banha é apenas para dourarem um pouco, note-se que a carne dos rojões, não tem gordura e tem tendência a secar, logo esta pequena dica dá-lhe sabor e torna a carne suculenta.

6. Acompanhar a gosto, com arroz branco e legumes salteados ou salada.

Nota final: O segredo de uma vida saudável é o equilíbrio. Na minha ementa entram ocasionalmente carne de porco, a vaca, o coelho, o borrego sendo mais frequente o consumo da carne branca, como frango e peru. A banha apesar de ser uma gordura "assustadora", eu prefiro usar uma colher de sopa de banha a usar margarinas. Se pensarmos bem, ficam mais saudáveis estes rojões do que se consumisse uma carne temperada com um tempero industrializado. Demonizamos ingredientes simples quando por vezes, são bem mais saudáveis do que certos alimentos com rótulos de saudáveis, como os lights! Nem tanto ao mar, nem tanto à terra já dizia a minha avó. Vale a pena pensar nisto sempre que colocamos a comida no prato. Estas são as minhas escolhas, e estes rojões valem mesmo a pena experimentar!


Bom Apetite!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

"Gastronomia e Cultura" - Moussaka

Depois de viajar até ao Algarve voamos para a Grécia e aproveitamos para fazer um prato típico grego, a Moussaka. Por curiosidade fui procurar a história do prato e encontrei que o mesmo é tradicional dos Balcãs e do Médio Oriente, sendo mais frequentemente associado à Grécia ou Turquia.

A receita mais conhecida mundialmente é atribuída ao chef grego da época, Nikolaos Tselementes, que em 1910 decidiu montar o prato com camadas de carne de carneiro picada, fatias de beringela, tomate e cobertos com um molho branco que é levado ao forno.

Quanto à Moussaka turca esta já não é em camadas, mas sim preparada com pedaços de beringela e batatas fritas, pimentão verde, tomates, cebola e carne picada, acompanhado com salada de pepino e arroz pilaf.

Curiosidades à parte é um prato saboroso que merece ser experimentado, pois é uma excelente alternativa à lasanha tradicional, também conhecido pela "Lasanha Grega".

Na minha opinião, é delicioso e irá fazer parte das receitas a repetir cá por casa, pois encontrei uma forma diferente e agradável de consumir a beringela, um legume bastante nutritivo, pouco calórico  e rico em fibras que deve fazer parte de uma dieta saudável; além de que é rico em água, antioxidantes como flavonoides e vitamina C que o torna amigo na prevenção de doenças do coração e diminuição dos níveis de colesterol. 

Sendo um prato originalmente feito com carne de borrego, pode ser feito com outra carne picada, no meu caso optei pela carne de vaca. Aparentemente parece trabalhoso, mas não. Com organização consegue-se e até podemos fazer antecipadamente e ir ao forno apenas na hora de servir.

Variar a alimentação é uma premissa para a minha ementa e ter uma alimentação saudável e arriscar novos alimentos é algo que vou partilhando por aqui. Hoje foi a vez de experimentar um prato grego, e como fã da dieta mediterrânica, fiquei agradavelmente surpreendida. Um prato que pode ser facilmente adaptado à cozinha vegetariana, substituindo por exemplo a carne pelas lentilhas vermelhas, uma versão que irei testar e com toda a certeza partilhar.

E vocês, que tal viajarem sem sair de casa e experimentarem esta moussaka? 


Ingredientes:

( Para 4 pessoas)

400g de carne
1 Beringela grande
2 tomates pelados, cortados e sem sementes (tomate concassé)
Polpa de tomate q,b,
1 cebola 
1 dente de alho 
35 ml azeite
50 ml de vinho branco
sal, pimenta, tomilho, oregãos, alecrim picado (usei Ervas da Provence, no fundo uma mistura de ervas aromáticas), folha de louro.
Molho Béchamel:
500 ml de leite
35g de farinha
35g de manteiga (fiz com azeite)
sal, pimenta e noz-moscada

Preparação:

1. Cortar a beringela em rodelas e levar num tabuleiro ao forno, temperado com sal e pimenta preta, cerca 20 de minutos a 180ºC, até ficarem douradas. Findo esse tempo, retirar do forno e reservar.

2. Enquanto, a beringela está no forno, preparar a carne. Num tacho deitar o azeite e a cebola picada e o alho picado. Juntar o louro e deixar refogar. De seguida juntar a carne picada e deixar fritar até mudar de cor. 

3. Refrescar com o vinho branco. Deixar o álcool evaporar antes de juntar o tomate picado e a polpa de tomate. 

4. Temperar com sal, pimenta preta, paprika e as ervas de provença. Deixar apurar.

5. Preparar o molho béchamel. Num tacho deitar a manteiga ( eu usei azeite) e a farinha, mexer até formar uma bola. Deitar o leite e ir mexendo ate formar um creme. Temperar com sal, pimenta, noz-moscada.

6. Montar a Moussaka: 
Num recipiente de forno, colocar no fundo as rodelas da beringela, colocar o preparado da carne e por fim o molho béchamel. 
Levar ao forno a gratinar, até dourar, a 180ºC ( cerca de 30 a 40 minutos)

Bom Apetite!

Fontes:
Receita de Manuela Pinto - Curso de Gastronomia e Cultura e  https://www.eucomosim.com/moussaka-um-prato-com-historia-uma-receita-divina/



segunda-feira, 19 de julho de 2021

"Gastronomia e Cultura" - Lulas Recheadas à Algarvia



Julho foi mês de voltar ao curso de cozinha. Desta vez, a percorrer a gastronomia nacional e internacional, sem sair de casa. Aprender a fazer pratos tradicionais de várias regiões faz-nos tomar consciência da nossa riqueza e diversidade gastronómica de Norte a Sul.

No fundo, podemos sempre viajar através da comida, cujos sabores nos reportam aos lugares já visitados ou por visitar, mas cujos sentidos proporcionados pela sua degustação, nos transportam para lá. Conhecer melhor a gastronomia de uma região ou país, enriquece-nos e ajuda-nos a perceber a importância que cada prato tem para as suas gentes. Hoje viajei pelo Sul!

Do Algarve chegam as lulas recheadas, um prato da Cozinha Tradicional Portuguesa, que é bastante conhecido e feita em todo o país. Recordo-me que era um prato que a minha mãe fazia, mas o qual nunca fiz. 

Aprendida a receita quis replicá-la e correu bem. Se dá trabalho? Sim, dá. Se é daqueles pratos que farei com regularidade? Não. Será sim, um daqueles pratos para fazer uma vez no ano, e com lulas grandes e frescas, as congeladas são práticas sim, mas muito pequenas, sendo moroso o trabalho de as rechear, no entanto é um excelente prato para variar as refeições dado ser um muito saboroso que terei de certeza na minha ementa cá de casa.


Ingredientes:

1kg de lulas ( usei 800g de lulas congeladas)

Recheio:
200g de tomate 
1 cebola
1 dente de alho
100 ml de vinho branco ( usei 50 ml porque as lulas eram pequenas)
100g de chouriço 
sal, pimenta preta 
30 ml de azeite
1 c. sopa de farinha

Molho de tomate:
1 cebola,
1 dente de alho
200g de tomate
1 folha de louro
vinho branco 50 ml
água
azeite
sal, pimenta preta


Preparação:

Preparar todos os ingredientes  ( Mise en place): 

1. cebola picada, o alho picado, o tomate cortado em cubos. Reservar.

2. Limpar as lulas. Picar os tentáculos e reservar as lulas.

3. Picar o chouriço e juntar aos tentáculos picados.

4. Num tacho, começar com o refogado, Deitar o azeite a cebola e quando estalar, juntar o alho e a folha de louro. Juntar o tomate picado, quando começar a secar  refrescar com o vinho branco. Deixar evaporar o álcool antes de juntar a mistura dos tentáculos e chouriço.

5. Juntar os tentáculos picados, o chouriço picado. Temperar com sal e pimenta preta moída na hora.

6. Adicionar a farinha para engrossar o preparado que irá rechear as lulas. Deixar cozinhar para apurar o recheio. Assim que esteja com a consistência desejada, retirar do tacho para uma taça para arrefecer antes de rechear as lulas.

7. Quando frio, rechear as lulas com a ajuda de uma colher de café (quando as lulas são pequenas, quando grandes, rechear com uma colher de chá ou de sobremesa, conforme o tamanho da lula).

8. Atenção, não encher o corpo da lula totalmente. Deve-se encher até meio, para ganhar espaço para fechar e não sair o recheio por fora, pois quando for a cozinhar as lulas  sempre encolhem e incham, portanto, deixar espaço suficiente para que não rebentem. Parece que têm pouco recheio, mas depois de cozinhadas ficam totalmente cheias. Reservar.

9. Entretanto, preparar o molho onde vão cozinhar. Num tacho, deitar um fio de azeite e a cebola picada, o alho picadinho e a folha de louro. Juntar o tomate picado. Deixar estufar, quando secar, refrescar com o vinho branco. Quando evaporar, juntar as lulas e um pouco de água. Deixar estufar cerca de 10 a 15 minutos, o suficiente para estarem cozinhadas, pois se passam do ponto e ficam tipo borracha. 

10. Servir a gosto. Eu servi arroz branco, mas combina bem com puré de batata, ou simples batata cozida.




Bom Apetite!

Fonte:Curso Gastronomia e Cultura - Receita apresentada por Manuela Pinto