domingo, 28 de fevereiro de 2021

"Sem Peso na Consciência" - Panquecas de Aveia


Os benefícios de introduzir a aveia e as sementes na alimentação diária são muitos, principalmente pela riqueza em nutrientes bons para a saúde cardiovascular. E como introduzir tais alimentos? É fácil, em papas, panquecas, granolas, e como toppings. A minha sugestão de hoje é de como utilizar a aveia e as sementes de abóbora e sésamo numa refeição, como por exemplo o pequeno-almoço.

Estar mais tempo em casa leva-nos por vezes a comer sem noção do que ingerimos. A cozinha está mesmo ali ao lado e corremos o risco de ingerir mais pão e gulodices do que deveríamos, pois estar muito tempo em casa, tempo frio e cinzento misturado pela ansiedade do incerteza de cada dia puxa-nos para  petiscar mais acabando por comer o que não devemos, por isso para colmatar esses desejos nada como começar o dia com uma refeição nutricionalmente equilibrada, que ajuda a evitar males maiores e a dar mais energia para enfrentar o dia. 

A pensar nisso e dando alimento à gula sem peso na consciência, recorro a um pequeno-almoço saciante; as belas das panquecas de aveia,  desta vez cobertas com um molho de frutos vermelhos caseiro, que fiz para aproveitar o resto de frutos vermelhos congelados e um pouco de xarope de ácer polvilhadas com sementes tostadas ( de abóbora e sésamo). Simplesmente divinais!

A vantagem desta massa é que pode ser feita como pré-preparação da semana, colocada um recipiente fechado no frigorífico, para que  facilmente no dia-a-dia o pequeno-almoço seja feito sem esforço; ou então, fazer as panquecas todas de uma vez ( rende 16 pequenas) congelá-las ou guardar no frigorifico bem acondicionadas. Aguentam bem 4 a 5 dias. Na hora basta aquecer e guarnecer a gosto.

Nada como começar bem o dia com um reconfortante e saudável pequeno-almoço. É tão bom sentir conforto da gula sem peso na consciência. Já agora que tal aproveitar o fim-de-semana e fazer as panquecas a pensar na próxima semana?

Ingredientes:
( para 16 panquecas pequenas)

1 cháv. de flocos de aveia (reduzidos a farinha)
1 cháv. de bebida vegetal de amêndoa ou leite ou bebida vegetal a gosto
1 ovo
1 c. café de fermento em pó ( Fermento Royal)
1 pitada de sal
azeite ou óleo de coco para untar a frigideira


Preparação:

1. No copo da Bimby, colocar os flocos de aveia e reduzir a farinha, 20seg/vel.10

2. Deitar a bebida vegetal, o sal, o fermento e o ovo e bater 15 seg/Vel.4

3. Numa frigideira pequena untar com óleo de coco pouco e deitar colheradas de massa até formar umas rodelas da palma da mão.

4. Espalhar ligeiramente com as costas da colher para alisar e formar a panqueca, do tamanho da palma da mão. Deixar cozer uns minutos até dourarem e com uma espátula, voltar devagar para não quebrarem. Quando alourarem do outro lado, retirar e reservar. Repetir o processo até a massa terminar. Dá cerca de 16 panquecas pequenas.
Servir a gosto. Estas acompanhei com xarope de ácer, molho de frutos vermelhos, sementes de abóbora e sésamo tostadas.


Bom Apetite!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Filetes de Pescada Panados com Sêmola de Milho

Ainda parece que foi ontem que entramos em 2021 e lá estamos na recta final do segundo mês, todo ele passado em confinamento. Já aqui comentei que era organizada, mas descobri que fiquei ainda melhor a gerir os meus recursos, desde que a pandemia se instalou, e esta já dura quase há um ano... 

As compras passaram a ser feitas de forma mais racional, sendo que o congelador e a despensa são geridos milimetricamente, de forma a não haver desperdício. Na era pré-Covid passava no supermercado mais que uma vez por semana; bastava sair do trabalho mais tarde, precisar de algo que me lembrava e lá saía eu sempre com mais 10 artigos que eram desnecessários no momento, alterando inconsequentemente o planeamento pelas vontades súbitas. Agora não, sou bem mais rígida, além de ir só uma vez na semana vou com a lista feita e só faço compras conforme o que é necessário. Espreito o congelador e a despensa. Faço uma ementa (não rígida) mas com o prato de carne/peixe/vegetais definido e a partir daí giro a semana. Confesso que estou a gostar deste novo eu e a minha carteira também.

Ora bem, estando então no final de fevereiro, decidi só comprar os frescos da semana. Abro o congelador para planear a ementa e uma embalagem de filetes de pescada puxou-me para fazer uns filetes tradicionais, que já não fazia há anos, pois evito fritos em casa sendo este um daqueles pratos que deixo para comer no restaurante. Desta vez iriamos matar saudades.

E agora, fritos? Oh meu Deus, apetece-me mas, queria algo mais saudável, logo me lembrei de usar dois ingredientes que resultam muito bem neste tipo de fritos: a farinha e a sêmola de milho. 

Resolvi então pegar na receita que costumo fazer com frango e testar nestes filetes. Ficaram bem crocantes e deliciosos, riscando assim um dos dias da semana dedicados ao peixe.

Ingredientes:
(Uso 1 chávena = 250 ml)

400g de filetes de pescada 
100ml de leite
2 dente de alho
sal, pimenta
sumo de limão
2 ovos
1 cháv. de farinha de milho
1 1/2 cháv. sêmola de milho
1 c.chá de alho em pó
1 c.chá de paprika

Preparação:

1.Temperar de sal, pimenta, alho em rodelas finas, e cobrir com o leite. Deixar marinar uma a duas horas antes de os preparar. De preferência preparar ao almoço para os fazer ao jantar. Regar com sumo de limão uma hora antes e reservar. 


2. Preparar a zona de trabalho: Na bancada, ou na mesa, colocar um prato com os ovos batidos (junto sempre um pouco de água e mexo bem), um prato com a farinha de milho, um prato com a sêmola de milho (temperada com alho em pó e paprika). 

3. Montar:
Passar os filetes escorridos um a um, primeiro pela farinha de milho, se seguida pelo ovo batido e finalmente pela sêmola de milho. Proceder de igual modo, sucessivamente até terminar.


4. Levar a fritar em óleo bem quente, numa frigideira até ficarem dourados.


5. Servir a gosto. Na hora de servir, coloco um gomo de limão no prato ( eu ainda rego com sumo de limão)



Bom apetite!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Creme Simples de Curgete


Uma das regras cá em casa é ter sempre sopa a começar a refeição. Por semana faço três sopas diferentes, sendo um dos critérios  ter sempre um legume/ leguminosa diferente. 
Numa semana faço uma base com grão, ora feijão vermelho, manteiga, branco à qual acrescento espinafres, agrião ou nabiças. Depois há lugar para as sopas como o caldo verde, de feijão verde, de agrião, de espinafres e por fim para os cremes ( creme de curgete com cenoura, de curgete com coentros, de cenoura com coentros, creme de legumes  e um tão simples como o de curgete ). 
O que conta é variar para não enjoar. Quando pretendo uma sopa rápida e se tiver curgetes com fartura, lá tem que sair um dos meus cremes favoritos.
Este creme é tão leve e bom, como simples de fazer. Ideal para fazer à segunda feira, sempre uma boa maneira de equilibrar depois dos excessos do fim-de-semana.

Ingredientes:
3 curgetes grandes 
2 dentes de alho
água
sal q.b.
azeite q.b.

Preparação:

1. Num tacho deitar 2 c. sopa de azeite, as curgetes cortadas em cubos e os dentes de alhos picados e saltear até a curgete amolecer.
2. Deitar água até cobrir a curgete, temperar de sal e deixar cozinhar 10 a 15 minutos. 
3. Quando a curgete tiver cozida, triturar até obter um creme.



Bom Apetite!

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Pipocas

A última vez que fiz pipocas em casa, já nem me lembro, foi há muito tempo, mas muito tempo mesmo.

Quando a vontade aparece compro feitas, mas como  são sempre muito doces nada melhor do que  comprar milho e meter as mãos na massa para as fazer ao nosso gosto, pois quem não gosta de comer pipocas de vez em quando?  Eu raramente como, mas às vezes apetece-me e neste confinamento a juntar o dia de temporal, juntou-se a motivação para encher uma taça de pipocas para o serão no sofá.

Como em tudo há preceitos a seguir, senão dá asneira, daí partilhar a forma como as fiz. 

Regra número um, usar uma panela largo e com tampa; larga para que o milho tenha espaço para abrir completamente, há sempre uns grãos que não abrem, é normal; com tampa, porque com o calor o milho vai rebentar, que irá resultar em deliciosas pipocas.

Regra número dois,  só destapar o tacho ou panela quando deixar de ouvir o milho estalar, pois, caso contrário corre o risco de levar com uma pipoca no olho.

Estas pipocas foram apenas cobertas com açúcar, sal e canela, mas podem ser simples e, ou  polvilhadas a gosto com o que mais gostarem. Variações há muitas, desde salgadas a picantes. Eu prefiro este misto do doce com salgado. 

Para um fim-de-semana em casa, que tal uma sessão de cinema e um balde de pipocas? A receita, está aqui agora só falta o milho e a vontade de a fazer. Bom Domingo!

Ingredientes:

1 cháv. de milho
2 c. sopa de óleo vegetal
100g de açúcar
2. c. chá de canela
1 c. chá de sal

Preparação:

1. Cobrir o fundo de uma panela grande com o óleo e adicionar milho espalhando bem. Tapar bem com a tampa da panela e levar a lume forte.

2. Numa tigela, misturar bem o açúcar com o sal e a canela.

3. Passados uns minutos, as pipocas vão começar a rebentar. Assim que o som das pipocas parar, destapar a panela e juntar a mistura do açúcar.

4. Com o lume forte e uma colher de pau, mexer constantemente as pipocas, mexendo sempre o fundo da panela para que o açúcar vá caramelizando

5. Assim que as pipocas fiquem douradas e não se veja o açúcar por derreter, tirar do lume e transferir para uma taça grande, ou por copos individuais.



Bom Apetite!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Empadão de Atum com Puré de Batata Doce Laranja

 

Mais um prato de forno delicioso para os dias frios, em que a comida de eleição é a que conforta e, nada mais reconfortante que um empadão. Para variar hoje é de atum com puré laranja.
Os purés são por mim eleitos como uma excelente forma de introduzir variados legumes nas refeições, pois são muito versáteis como acompanhamento e bem sugestivos quando quero um prato de forno; as combinações essas, são variadas podendo dar cor ao prato conforme o legume que desejamos. Desta vez a batata-doce laranja deu o tom bem apelativo ao puré de batata. O seu sabor adocicado contrastou com  o recheio de atum e tomate, tornando a combinação agradável ao nosso palato.
O molho de atum que fiz para o recheio recheio do empadão, também se pode utilizar para acompanhar massa, ou até recheio de empadas ou empanadilhas. Quanto ao puré, este também pode ser servido como acompanhamento. 
Hoje a dupla resultou num prato único, que nunca desilude e que além de saboroso é muito económico sendo indicado para as refeições em família. Nunca foi tão importante cozinhar como hoje, nos dias de confinamento, em que parece que não saímos da cozinha e quando podemos fazer refeições que sobram para o dia seguinte ou quando temos uma família para alimentar todos os dias, bem sabemos a dificuldade em diversificar para que as refeições não sejam aborrecidas.
A sugestão é com atum e puré de duas batatas, mas também pode ser com bacalhau, ou carne, ou até frango.
No puré as combinações dos legumes também podem variar, por exemplo faço um que adoro e que combina muito bem com atum, bacalhau e salmão; o combo brócolos/batata-doce. Haja imaginação, pois a cozinha é mesmo assim, um laboratório de experiências, umas bem, outras menos bem sucedidas, sendo o mais importante  experimentar, arriscar. Não sai bem à primeira, volta-se a tentar, para a próxima sai melhor.
Aqui partilho a minha experiência bem sucedida e agora a partir desta arrisquem novas combinações, é para isso que servem as receitas, para serem testadas. Bom fim-de-semana!


Ingredientes:

6 batatas roxas médias ( peso líquido 300g)
2 batata-doce laranja ( peso líquido 280g)
1 c. sopa de azeite
100 ml de leite
1 cebola ou 2 chalotas
1 dentes de alho
1/3 pimento vermelho
1 cenoura
3 tomates
3 latas de atum em azeite
2 c. sopa de azeite
1 c. sopa de vinagre
1 c. chá de pimenta de caiena
1 folha de louro
sal, pimenta, noz-moscada q.

Preparação:
Importante: Pré-aquecer o forno.
.
1. Descascar as batatas e levá-las a cozer, cortadas em rodelas,  num tacho com água e sal.
2. Entretanto, deitar um fio de azeite na wok ou numa frigideira larga e levar a refogar a cebola , cortada em meias-luas ( mas se não gostar de sentir a cebola, picá-la), com o dente de alho picadinho.
3. Quando a cebola já estiver translúcida juntar o pimento cortado em tiras finas, o tomate cortado em cubos, e a cenoura ralada. Deitar a pimenta de caiena. Envolver e deixar saltear os legumes uns minutos antes de adicionar o atum.
4. Envolver o atum ( previamente bem escorrido da lata) no preparado, envolver e deixar cozinhar dois minutos. Temperar a gosto ( sal, pimenta e noz-moscada) e um pouco de vinagre). Reservar.
5. Preparar o puré de 2 batatas: Assim que estejam cozidas, escorre a água e esmagá-las ( ou triturar um pouco com a varinha mágica apenas até reduzir a puré). Juntar uma colher das de sopa de azeite e o leite, mexendo sempre até obter a consistência desejada. Temperar a gosto ( sal, e noz-moscada)
6. Untar com azeite o pirex ou o recipiente de ir ao forno, deitar metade do puré e espalhar. Cobrir com  o preparado de atum e legumes e, pro fim cobrir com o restante puré.
7. Pincelar com gema de ovo misturada com um pouco de leite e levar ao forno a 200ºC até obter uma crosta dourada.

Sugestão: Servir acompanhado de uma salada verde.




Bom Apetite!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Caril de Frango do Chef Kiko


Adoro caril e é algo que sai com frequência cá por casa. Não o faço de raíz, ainda não cheguei lá mas irei chegar um dia, e enquanto não chego uso um pó de caril indiano à vende em qualquer supermercado (da marca Globo) o meu preferido. 

Esta receita tenho que a partilhar aqui, pois desde que a vi fazer pelo Chef Kiko num programa/concurso, há alguns anos RTP, que a faço e sai sempre bem, logo tem honras de constar no meu Bago de Romã,

Muito simples de fazer e mesmo que não gostem de malagueta, podem como eu usar pimento vermelho, não é a mesma coisa mas também lhe dá um toque especial.

A acompanhar o simples arroz Basmati, mas não é imperativo usar esse tipo de arroz, um simples arroz branco também faz o mesmo propósito.

Simples, fácil e saboroso. Eis a minha sugestão para a receita de frango ou peru da semana,




Ingredientes:

1 cebola
5 dentes de alho
gengibre (mais ou menos a mesma quantidade de alho)
2 colheres de sopa de caril em pó
1 maça cortada aos cubos
1 malagueta sem sementes
leite de coco ( usei uma lata )
Peito de frango ( 3 peitos de frango do campo)
óleo (usei azeite, 2 c. sopa)
Sal q.b.
coentros q.b.
iogurte natural q.b.
lima ( sumo e raspa)

Receita:

1. Pique uma cebola e cinco dentes de alho e junte-lhe o gengibre (use uma colher para descascá-lo) muito bem picado (mais ou menos a mesma quantidade do alho).

2. Coloque um bocadinho de óleo num tacho e, quanto estiver quente, junte a cebola, o alho e o gengibre. Junte duas colheres de sopa de caril em pó, uma maçã cortada aos cubos e uma malagueta sem sementes. Mexa o preparado e junte leite de coco até ficar bem quente.

3. Corte o peito de frango em tiras e coloque-o numa frigideira. Coloque sal a gosto. O objetivo é caramelizar o frango para depois terminar a cozedura no preparado de caril (durante aproximadamente 15 minutos). Para finalizar, e com o lume já apagado, junte coentros, lima (raspas e sumo) e iogurte natural.






Bom Apetite!


Fonte: https://media.rtp.pt/chefsacademy/receitas/caril-de-frango/

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Bolo de Chocolate Coração



Muitas vezes as receitas improvisadas são as que melhor saem. Este bolo é exemplo disso.
Tinha em mente uma sobremesa para o dia de hoje e não um bolo, mas ao ver a forma de silicone em forma de coração da Tupperware, não hesitei em criar um bolo para ela.
Não podia ser muito doce e como o melhor presente para marido neste dia seria um bolo de chocolate, logo imaginei juntar o cacau cru, o chocolate em pó com o açúcar côco e magicar uma receita para bolo pequeno. A quantidade de açúcar é reduzida, mas pode ser ajustada para a medida da farinha. Confesso que não necessita, para mim ficou bom, pois  quem segue as receitas dos meus bolos aqui no Bago de Romã sabe que reduzo sempre a quantidade de açúcar. 
O bolo fica com sabor acentuado a chocolate e tanto se come bem como bolo simples, ou acompanhado com uma bola de gelado, como foi servido à sobremesa.
Assim, sem contar acabei de criar um bolo que ficou delicioso e como quero repetir tinha que o guardar e partilhar. Se não tiverem esta forma de silicone da Tupperware ( já é antiga), serve uma forma qualquer pequena.
Mais um bolo a repetir sem sombra de dúvida. Posso mesmo dizer que são estes momento que fazem o meu dia, quando menos espero e consigo uma experiência bem sucedida como esta. Querem experimentar? Na 3ª feira é dia de Carnaval e como não se pode sair, é sempre uma boa sugestão para a sobremesa  e que tal dar asas à imaginação e fazer uma decoração alusiva ao tema? 



Ingredientes:
Para um bolo pequeno 

2 ovos
40g ( mistura de cacau com chocolate em pó, na proporção de 30g de chocolate em pó para 10g de cacau cru)
3 c. sopa de água a ferver
50g de açúcar de côco
100g de farinha
50g de manteiga
1 c. chá de fermento em pó
1 pitada de sal

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 170ºC. 
1. Numa taça deitar a mistura de cacau com 3 c. sopa de água a ferver, misturar bem.
2. Deitar a manteiga derretida e o açúcar e bater com a vara de arames
3. Juntar os ovos inteiros e continua bater bem entre cada adição, com a vara de arames, ou batedeira ( mas não necessita)
4. Por fim, juntar a farinha, o fermento em pó e a pitada de sal. Mexer com a vara de arames até obter um creme homogéneo. 
5. Deitar na forma de silicone previamente molhada e levar ao forno cerca de 20 a 25 minutos,  a 170ºC. Vigiar e testar ao fim de 20 minutos.
6. Retirar quando o palito espetado no centro ainda sair molhado e nas bordas seco. Retirar do forno e deixar arrefecer na forma. Desenformar depois de frio
7. Excelente para servir como sobremesa com gelado e molho de frutos vermelhos.


Opção gelado e molho de frutos silvestres


Opção gelado


Bom Apetite!


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

"Sem Peso na Consciência" - Muffins de espinafres, maçã e banana



Apetece-te um bolo? Um muffin para acompanhar o café da manhã ou o chá da tarde? Hoje a minha sugestão é de uns muffins que podem ser comidos sem peso na consciência de tão saudáveis que são. 
Estes bolinhos adoçados naturalmente pela banana não têm uma cor apelativa, é verdade, pois quem quer um bolo esverdeado? Se fosse castanho ou laranja era bem melhor, não era? De chocolate ou cenoura atrairiam mais os gulosos, mas quando apetece um bolo este mata bem o desejo. Foi o que fiz um destes dias.
Queria dar saída a uns espinafres e para matar a gula por um bolinho, fiz estes queques ou muffins que ficaram saborosos e que comemos sem peso na consciência, até a cara-metade que tem diabetes os pode saborear. Não morreu de amores, é certo, mas até gostou...
Esta é uma receita óptima para fazer nas pré-preparações da semana, pois como rendem muitos bolinhos, até podem  ser congelados e serem consumidos quando a gula pedir um bolo, ou até para acompanhar os snacks ao longo da semana.
Não são de comer e chorar por mais, mas quando a gula pede um bolinho estes são sem dúvida  uma boa alternativa. Quem arrisca experimentar?
 


Ingredientes:
200g de maçãs em quartos ( usei 2 maçãs Royal Gala)
100g de espinafres 
150g de bananas ( 2 bananas maduras, quanto mais maduras, mais adoçam)
100 ml de bebida vegetal de amêndoa ou a gosto ou água ( usei de amêndoa)
50g de azeite ou óleo de girassol ou de coco ( usei óleo de girassol)
200g de farinha ( usei farinha espelta)
1 c. sopa de fermento em pó ( usei Royal)
Raspa de uma laranja
1 pitada de sal

Preparação:

Nota: Antes de preparar qualquer bolo, o primeiro passo é ligar/acender o forno. Neste caso a 180ºC

1. Num processador deitar as maçãs, os espinafres, as bananas, o óleo, os ovos, a bebida vegetal e triturar.
Usei a Bimby: 
15 seg/Vel.5 ( para triturar primeiro a maçã, com os espinafres e a banana.
15 seg/ Vel.5 ( depois juntar os ovos, o óleo e a bebida vegetal)
Bater tudo cerca de 40 seg/Vel.6

2. Numa taça deitar a farinha, o fermento e a raspa de laranja. envolver e juntar ao preparado, no copo da Bimby.

3. Envolver 20 seg/Vel4. 

4.Deitar nas formas previamente untadas e polvilhadas com farinha, ou forradas com formas de papel.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, cerca de 20 a 25 minutos ( depende do forno, logo convém vigiar).

5. Como sugestão, pode ser servido com uma cobertura de chocolate negro ( derreter chocolate negro, com um pouco de leite, em banho maria).
 



Bom Apetite!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Arroz de Entrecosto com Couve Coração


A comida de tacho e de forno são as eleitas nos meses frios. Desta vez um entrecosto bem temperado deu sabor único a um arroz bem colorido, pelo laranja da cenoura e o verde da couve.
Daquelas comidas boas, que me fazem lembrar a comida da mãe. E lá estamos nós em mais um ano propício a resgatar memórias culinárias. Este arroz fez-me viajar no tempo, e hoje sinto uma gratidão imensa à minha mãe por tanto que me ensinou. A paixão da culinária a ela a devo. E, nos dias em que vivemos, sinto que é mesmo um grande dom saber e gostar de cozinhar, porque isto de cozinhar todas as refeições sem folga tem que se lhe diga...
 
Ingredientes:
500g de entrecosto ( 1 Piano, o qual cortei e separei as costelas)
2 c. sopa de massa de pimentão ( uso a da Casa da Avó, e minha preferida)
1. c. chá de pimentão doce
3 dentes de alho
100 ml de vinho branco
1 cenoura
1 cebola grande 
1 alho francês ( só a parte branca)
azeite q.b.
1 c.chá de açafrão das índias
2 chávenas de arroz carolino
6 cháv. de água ( 3 vezes a medida do arroz)
1/2 couve coração
sal, pimenta, moz-moscada


Preparação:

1. Temperar previamente o entrecosto com sal, a massa de pimentão, o pimentão-doce, o alho picado, a folha de louro e o vinho. Deixar marinar no mínimo 30 minutos.

2, Entretanto, num tacho largo deitar o azeite e levar a refogar a cebola, quando esta tiver translúcida deitar o alho francês, cortado em rodelas finas e, a cenoura ralada, juntar o açafrão, mexer e deixar cozinhar até ficarem os legumes estufados.

3.Juntar a carne deixando ganhar cor. De seguida verter a marinada e deixar cozinhar a carne com os legumes.

4. Deitar a água e deixar ferver. Retificar os temperos.

5. Juntar o arroz e a couve coração cortada em juliana. Deixar cozinhar em lume brando, cerca de 12 minutos. Findo esse tempo apagar o lume e tapar. Repousar tapado uns minutos antes de servir.

Nota: Esta quantidade dá para 4 a 6 pessoas. Gosto de no dia seguinte colocar num recipiente de forno, cobrir com rodelas e levar ao forno a aquecer. Fica delicioso. Esta comida de tacho é reconfortante e rende bastante. 



Bom Apetite!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

"Nem Carne, Nem Peixe" - Cogumelos de Coentrada

 


Para o dia desta semana sem carne, nem peixe escolhi estes cogumelos de coentrada.

Costumo fazer muitas vezes, mas desta vez segui a receita da Gabriela Oliveira, do seu livro "Cozinha Vegetariana à Portuguesa, um livro que recomendo a quem se quer iniciar na cozinha vegetariana. Tem receitas muito acessíveis e fáceis e posso mesmo dizer que todas as que experimento são um sucesso.

Estes cogumelos podem simplesmente ser servidos como entrada ou até como petisco, acompanhados de broa de milho, mas eu escolhi servi-los como refeição principal e acompanhei com o simples e aromático arroz Basmati.

Variar é preciso e agora que estamos sempre em casa, é uma excelente oportunidade para testar receitas diferentes e quem sabe descobrir novos sabores. Deixo a minha sugestão, de um prato que é escolhido muitas vezes para este dia e que tenho a certeza que depois de experimentarem também irão gostar. Muito simples de fazer e se não encontrarem os cogumelos pleurotus, os outros mais comuns também servem.  Boa semana cheia de energia e boas ideias para encontrarmos o equilíbrio nestes tempos desafiadores.

Ingredientes:
( Serve 2 pessoas, como refeição principal)

300g de cogumelos Pleurotus (ou outros)
1 cebola
4 dentes de alho
1 ramo de coentros
1 folha de louro
100 ml de vinho branco
1 c.sopa cheia de amido de milho ou de outra farinha ( usei amido de milho ou melhor a conhecida farinha Maizena)
1 cháv. de água
sal q.b.
pimenta preta q.b.
azeite q.b.
1 limão
azeitonas q.b.


Preparação:

1. Corte os cogumelos em pedacinhos (incluindo os pedúnculos); pique finamente a cebola, o alho e os coentros.

2. Numa frigideira com um fio de azeite, refogue a cebola e o alho com o louro; junte o vinho e a metade dos coentros e deixe fervilhar. Adicione os cogumelos, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar até ficarem al dente.

3. Dissolva o amido na água fria e junte na frigideira, mexendo até engrossar. Retifique o tempero.

4. Retire o louro, misture os restantes coentros picados e regue com um fio de azeite. Sirva com limão cortado em quartos, as azeitonas e broa de milho ( para entrada, ou petisco)

Eu servi como refeição principal, com arroz branco (Basmati) e ficou delicioso.



Bom Apetite!


Fonte: "Cozinha Vegetariana à Portuguesa" - Gabriela Oliveira, pág 45

Site: https://pt-pt.facebook.com/cozinhavegetariana.gabrielaoliveira